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Para você, o que é o amor?

Para Bauman (2004, p.  21) “Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas.”

Iniciar com um crítico do amor na modernidade, é colocar em jogo o quanto as relações estão diferentes, a pandemia estendeu muito esse olhar.

No dia de hoje a comemoração fica para os namorados e para os que não namoram também. A intenção é que se sintam ‘enamorados’ no dia de hoje, que seja possível amar sozinho e acompanhado, e curtir um sábado da melhor forma possível. Hoje vamos recomendar maneiras de curtir em casa, para quem tá namorando e para solteiros. 

Resolvi começar pelo time que estou atualmente, o time das solteiras. E estando solteira ou namorando, o importante é cultivar o amor próprio. Quando li o poema Amar de Carlos Drummond de Andrade (destaco o trecho abaixo). Me deparo como somos seres de amor, seja amor pela natureza, pelos animais, amor de amigos, amor próprio e toda forma de amor e de amar. E vamos amando.

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Carlos Drummond de Andrade

Como eu imagino que muita gente gostaria de sair e curtir esse sábado, e por sua saúde e pela saúde coletiva, ficar em casa é a melhor escolha, eu te sugiro:

  • Uma boa chamada de vídeo com os amigos, assim vocês matam a saudade e colocam o papo em dia;
  • Aproveitar a família, os pets, as plantinhas;
  • Assistir um bom filme e aproveitar sua companhia incrível;
  • Um SPA Day em casa, cheio de pepino nos olhos e unhas belíssimas;
  • Aprender uma receita nova;
  • Ler um novo livro ou voltar a ler aquele que tá lá pela metade;

Para quem quer dançar a valsa dos namorados de Diana, o namoro pode ser comemorado de maneiras muito legais:

  • Pra quem mora junto, passar um tempo juntos, seja cozinhar ou fazer arte, pode ser muito legal;
  • Fazer uma decoração nova;
  • Pedir um delivery e curtir a companhia;
  • Maratonar uma série;
  • Assistir aquele filme que está na lista.

Quando penso em namoro, automaticamente me vem o amor, o amor logo me remete a poesia. Vinicius me derrete com soneto de amor do amor total e soneto de fidelidade. Coloca uma poesia no cartão e é só sucesso.

Soneto do amor total
Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes

Para Cerqueira e Da Rocha (2018), a demanda de relacionamentos amorosos são facilmente comparados com a busca por felicidade, de forma que traria a completude. Estar num relacionamento pode ser sonho de uns e de outros não. O importante é que cada um faça suas escolhas quanto a sua vida amorosa e que isso promova felicidade. E lembre-se: não cabe julgar ou comparar a vida amorosa, são questões subjetivas.

Referências: 

Cerqueira, IC; Da Rocha, FN. Amor e relacionamentos amorosos no olhar da psicologia. Revista Mosaico. 2018 Jul./Dez.; 09 (2): 10-17

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#6 Xadrez é vida – com Kênio Menezes

Quando um hobby se torna parte do seu propósito de vida?

Nosso convidado é apaixonado pelo Xadrez, ele diz que além de jogo, é também ciência e arte. Além de professor, técnico e entusiasta do esporte, Kênio Menezes é formado em psicologia e em seu trabalho no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Campus Recife (IFPE) ele incentivou muitos de seus alunos a encararem campeonatos como uma maneira de socializar e fazer amizades. Confira no último episódio desta temporada uma conversa sobre o ensino e democratização do xadrez em Pernambuco e no Brasil, além de diversas curiosidades sobre este universo.

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

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Escute agora o episódio por aqui 👇

Confira aqui a Transcrição do Episódio 6

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O papel da família na educação dos filhos

Por Bárbara Pacífico

Pensar no papel dos pais na educação dos filhos é idealizar pais presentes também no ambiente escolar, contribuindo com a aprendizagem e promovendo uma boa educação no âmbito familiar. A família, como primeira instituição social, dá a base para os enfrentamentos sociais da criança, ou seja, insere as elaborações iniciais da vida. Velasquez traz a ideia de que “A personalidade da criança e do adolescente se estrutura e molda essencialmente no meio familiar. Os pais, responsáveis pela educação e orientação de seus filhos, devem assumir o seu papel e, além de oferecer amor, impor limites a seus descendentes.”

No contexto da pandemia, a maneira de conduzir a educação escolar foi redimensionada, os ambientes de casa e escola em dados momentos se fundem. Estimular as crianças, participar das atividades escolares, observar as aulas, participar das reuniões, conhecer seu filho quanto educando, puderam ser vistas de um novo ângulo. Souza (2020), discute bem que “no  período  da  pandemia,  novas  relações  afetivas  e  profissionais  foram  criadas  e  ressignificadas, muitas  pessoas  passaram  a  trabalhar  remotamente;  famílias  passaram  a  conviver  cotidianamente  com vários conflitos.” É importante entender as responsabilidades cabíveis aos filhos e à escola, a inserção da educação em casa forma o caráter e enfatiza as relações na escola, isso implica dizer, que a base da educação se faz no ambiente familiar.

Contexto histórico

Antes do século XVII, os valores e os conhecimentos relacionados às práticas profissionais e morais eram apreendidas em sua maioria, no seio dos grupos familiares. A partir do século XVII, com a origem das cidades modernas, a instituição escolar ganhou importância e passou a ser vista como uma continuação da educação familiar. No Brasil, essa crescente preocupação em instruir e educar as massas populares, para garantir o progresso e o desenvolvimento da nação, se iniciou no século XIX. Desde o início do século XX, a preocupação em aproximar as famílias da instituição escolar já existia. 

Funções Família e Escola

Oliveira (2003) afirma que a família é o primeiro meio de socialização da criança, dentre as suas principais funções está a “função educacional”, responsável por transmitir valores e padrões culturais da sociedade. Como função da escola, Polonia e Dessen (2005) concluem que “a escola deve visar não apenas a apreensão do conteúdo, mas ir além, buscando a formação de um cidadão inserido, crítico e agente de transformação, já que é um espaço privilegiado para o desenvolvimento das ideias, crenças e valores”. 

A separação das funções é importante para entender quais os papéis das instituições na educação dos filhos, tendo em vista que atualmente ocorrem questões de ambivalência entre a escola e a família. Rosa (2020) muito bem coloca que a relação entre a família e a escola é uma relação onde uma depende da outra, ressaltamos assim a necessidade de uma colaboração das duas partes em relação à imposição de limites, ao convívio social, à formação do indivíduo, à partilha de valores, além das questões pedagógicas.

A psicóloga Jordana de Castro Balduino discute a ideia dos papéis da escola e da família referente à educação, onde todas as questões são levadas em consideração, desde a escolha de uma escola que corresponda às necessidades, quanto a disponibilidade desse compartilhamento. Relembra que sempre que for pensar na escola, é importante fazer tais questionamentos: 

· Estou ensinando o meu filho a respeitar as regras da sociedade e em especial da sua escola?

· Tenho dado autoridade à escola para contribuir de fato na educação do meu filho?

· Qual a importância do professor na sua vida?

· Na medida do possível tenho participado das atividades da escola?

Pandemia: rotina e desafios

Com o distanciamento social imposto pela pandemia, rotinas foram reinventadas, novos comportamentos e demandas surgiram para as famílias e para a escola. Foi preciso criar adaptações para não paralisar as atividades e não interferir negativamente no desenvolvimento da aprendizagem. A Sociedade Brasileira de Pediatria (2020) traz pontos de como essa nova dinâmica pode causar estresse na vida das pessoas. Com isso, fornece algumas dicas importantes para os pais nesse momento de pandemia: 

  • Os adultos devem realizar momentos de diálogo para discussão das atividades prioritárias do dia a dia, das necessidades básicas da casa, da divisão de tarefas e obrigações. Deve-se organizar os horários do trabalho de cada um dos pais, tentando intercalar os períodos para os demais afazeres da casa e das crianças.
  • Dar abertura para que eles possam expressar seus sentimentos e suas dúvidas em um ambiente acolhedor e de apoio mútuo.
  • Realizar o planejamento de agenda dos filhos juntamente com eles, incentivando-os a organizar horários equilibrados para manter as atividades de brincadeiras, estudo, leitura, música, atividade física, sono e tempo de tela, respeitando os limites da rotina saudável.
  • Intercalar períodos de atividades físicas dentro do lar em mais de um horário do dia nos turnos da manhã e da tarde e, se possível, fazer as atividades em conjunto pais e filhos. Estimular a criança e o adolescente a ser criativo para realizar essas atividades em casa que podem ser de circuitos feitos com travesseiros e garrafas plásticas, pular corda, dançar, artes marciais dentre outros.
  • Usar a tecnologia a favor de todos. Definir com as crianças os horários para o uso saudável das telas, segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, evitando ultrapassar os limites e o acesso sem supervisão a conteúdos inadequados.
  • Inserir as crianças e adolescentes nas tarefas domésticas respeitando a capacidade de acordo com a idade de cada um. Incentivar o ensino colaborativo supervisionado enquanto realizar essas atividades e aproveitar para ensinar afazeres de forma alegre e prazerosa, pois isso pode trazer grande aprendizado para a criança e adolescente.
  • Incluir na agenda pausas durante o dia para que a família possa estar unida de forma alegre e prazerosa. Tente realizar as refeições junto com as crianças abordando temas construtivos. Praticar as técnicas de atenção plena e de relaxamento.
  • Seja você o modelo de comportamento que espera de seus filhos. Portanto, os pais devem evitar excesso de tela, manter o lar harmonioso e demonstrar de forma assertiva e genuína como lidar com equilíbrio com essa situação adversa só traz benefícios na construção de um cérebro saudável na infância. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2020)

Recomendação de leitura: PAIS E FILHOS EM DISTANCIAMENTO SOCIAL <https://www2.ufjf.br/siassgv/wp-content/uploads/sites/107/2020/08/cartilha.pdf&gt;

Referências:

POLONIA, Ana da Costa; DESSEN, Maria Auxiliadora. Em busca de uma compreensão das relações entre família escola. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 9, n. 2, p. 303-312, dez. 2005. 

ROSA, Luciana de Fatima da. Relação família e escola: as contribuições no desempenho escolar de alunos nos anos iniciais. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Faculdade de Ensino Superior do Centro do Paraná, Pitanga, 2019.

OLIVEIRA, PÉRSIO SANTOS DE. Introdução à sociologia da educação. 03.ed. São Paulo: Ática, 2003.

GONÇALVES, Alexandra; RIBEIRO, Célia. O papel dos pais na escolarização dos filhos com perturbação da aprendizagem específica com défice na leitura. Gestão e Desenvolvimento, n. 24, p. 213-230, 2016.

http://www.minutopsicologia.com.br/postagens/2016/07/24/familia-e-escola-uma-relacao-necessaria/

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Combater o Bullying Salva Vidas #ÉDAMINHACONTA

Você sabia que o dia 7 de abril é o dia nacional do combate ao bullying e a violência na escola? A lei foi sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff no dia 29 de abril de 2016. Antes disso, o projeto de Lei que deu origem à norma foi aprovado simbolicamente pela câmara de deputados no dia 7 de abril de 2016, exatamente cinco anos depois do massacre de Realengo.

A escola não é um ambiente fácil. Muitas crianças e jovens com criações e costumes diferentes compartilham o dia a dia, de início com uma única coisa em comum: o conhecimento. Mesmo com tantas diferenças expostas, afinidades são construídas, grupos são formados, e o diferente que não se encaixa nos padrões tende a ficar de fora e acaba muitas vezes sendo tratado como uma peça de lego defeituosa que não se encaixa nas demais.

A palavra bullying, em inglês, é um substantivo derivado do verbo bully, que significa “machucar ou ameaçar alguém mais fraco para forçá-lo a fazer algo que não quer”. No Brasil, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa indica a palavra “bulir” como equivalente a “mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros”

•Entendendo o que é bullying:

O bullying é uma violência silenciosa e quieta, mas nunca sem intenção de ferir. Mascarada muitas vezes por um tom de brincadeira, o bullying atinge a vítima de forma avassaladora, causando medo, pânico, danos físicos e psicológicos à vítima.


Na era virtual, o bullying não acontece só no ambiente escolar, e, a violência é levada às redes sociais, onde outras pessoas, pessoas essas que por sua vez não tem contato com a vítima, mas por achar a situação engraçada acaba compactuando com os agressores, levando a violência à um nível maior e mais difícil de ser controlado

•Como prevenir o bullying nas escolas:

  • Incentivando a diversidade
  • Com empoderamento dos alunos
  • Respeitando as diferenças
  • Através de debates e campanhas de conscientização

A solidariedade, a diversidade, o comportamento ético e o respeito devem ser estimulados sendo temas de trabalhos em grupo e exercícios. Os educadores devem incentivar a empatia em toda e qualquer tarefa e o ambiente deve favorecer a comunicação entre todos os alunos. Também é importante que a escola crie campanhas que incentivem a denúncia e proponha encontros para discutir assuntos como: desrespeito, agressão e bullying.

Cyberbullying

Na internet, o jovem agressor pode ganhar anonimato e uma grande plateia e por isso se sente mais forte. De qualquer maneira, proibir o uso da internet na escola não é uma solução, pois os atos ainda podem ser praticados fora dela.

É importante conscientizar os alunos e orientá-los quanto aos bons e maus usos da internet, sugerir atividades educativas na rede e mostrar as possíveis consequências de práticas perigosas. Bate-papos descontraídos sobre as relações interpessoais na rede, com conselhos e direcionamentos para casos de implicância de colegas também são uma alternativa.

•Como identificar os casos de agressões 

No contexto escolar, esta prática pode ser definida como uma sequência de agressões intencionais:

Agressões físicas ou verbais realizadas por um ou mais alunos contra um colega. Diferentemente de um conflito isolado, o bullying é repetitivo e carrega a possibilidade de danos psicológicos em sua atuação. Mesmo uma fofoca de mal gosto pode tornar-se bullying.

•Identifique o agressor:

•Comportamento provocador
•Impressão de autoconfiança
•Pode ter popularidade entre os colegas
•Às vezes, sua relação familiar é pouco afetiva ou apresenta uma rotina de constante pressão para a realização de atividades, seja na escola ou em casa.

•Identifique a vítima:

•Costumam ser tímidas e menos confiantes.
•Carregam características consideradas distintas pelos demais, sejam estas: Diferenças físicas,nomes incomuns.
•Comportamento diferenciado ou quaisquer outras condições.

•O trabalho da escola no combate ao bullying:

A coordenação e o corpo docente devem estar atentos aos menores sinais, a fim de evitar situações de agressão. Para identificar alunos que possam sofrer este tipo de abuso, pode-se observar a recusa em ir à escola e repentinas demonstrações de irritação, baixa autoestima, pouca socialização com os colegas, medo e vergonha excessivos, queda no rendimento escolar e alterações do sono ou apetite.

Campanha de Conscientização

Em 7 de abril de 2019, Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, a SaferNet e a UNICEF lançaram uma campanha de conscientização pelo combate ao bullying focada em jovens e adolescentes. “Acabar com o bullying #édaminhaconta” foi desenvolvida em parceria com Facebook e Instagram. A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a prática de bullying e a violência nas escolas. E também no ambiente virtual.



Calar-se em situações de violência é compactuar com o que está sendo praticado. A campanha da SaferNet e da UNICEF tentam despertar a empatia para que o bullying não passe despercebido e mostra que é necessário sim interferir e que essa interferência salva vidas.

O bullying é muito comum durante a infância e a adolescência, é necessário que haja comprometimento das escolas no combate a essa violência. A instituição precisa envolver os alunos em debates sobre diversidade e aceitação, os pais precisam ser acolhidos para estarem a par do engajamento da escola no combate e prevenção, tanto para que possam identificar algum sinal de que o filho está sofrendo ou praticando. O papel dos pais nessa luta é tão fundamental quanto o da escola, uma vez que muitos pais podem entender a prática como uma brincadeira de criança, ou uma bobagem. O bullying é uma forma real de violência e com as redes sociais ele se faz cada vez mais presente na vida dos jovens, o combate precisa ser feito, mas não só hoje e sim todos os dias.

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#Faixa Bônus – Como começou o Busca Especial?

Nosso podcast acaba de começar, mas a vontade de tornar esse um mundo melhor é antiga

Como você já sabe, o Busca Especial agora tem seu próprio podcast! E com ele pretendemos trazer uma série de informações relevantes sobre o universo da educação e da psicologia.

E, para situar você daquilo que o Busca Especial pretende abordar nessa primeira temporada, elaboramos um episódio introdutório contando um pouco da nossa história, do nosso propósito e sobre quais assuntos iremos tratar durante essa trajetória.

Você pode ouvi-lo aqui:

Confira a transcrição abaixo

Com mais de 30 anos de experiência na área de psicologia, especialista em psicologia clínica e psicopedagogia, diretora técnica do Busca Especial, Ivalda Marinho foi nossa primeira convidada.

Uma verdade só é acreditada quando a pessoa diz que reconhece como verdade

Ivalda Marinho

Dentre os assuntos abordados no podcast, destacamos duas questões: as mudanças na aplicação e na forma como são vistos os testes vocacionais atualmente e a lei que institui a presença dos serviços de psicologia na rede pública de educação básica.

Antes, por exemplo, o aluno fazia um teste que era voltado mais para sua personalidade, com o resultado dele, sua vida profissional praticamente estava traçada, mas a orientação vocacional de fato vai muito além. Essa orientação pode começar a partir do 9º ano e percorrer até o término do ensino médio. Esse é um processo que ajuda no autoconhecimento do aluno e a pensar sobre carreira de maneira que ela seja construída ao longo do tempo.

Outra questão levada em consideração foi a lei número 13.935/19 disponibilizada abaixo.  Em resumo, essa lei exige que as escolas públicas passem a ter serviço social e de psicologia. Ivalda refletiu sobre isso e compartilhou um pouco da sua visão acerca daquilo que acha interessante ser feito.

Art. 1º As redes públicas de educação básica contarão com serviços de psicologia e de serviço social para atender às necessidades e prioridades definidas pelas políticas de educação, por meio de equipes multiprofissionais.

§ 1º As equipes multiprofissionais deverão desenvolver ações para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, com a participação da comunidade escolar, atuando na mediação das relações sociais e institucionais.

§ 2º O trabalho da equipe multiprofissional deverá considerar o projeto político-pedagógico das redes públicas de educação básica e dos seus estabelecimentos de ensino.

Mas, além disso, também houveram outros assuntos importantíssimos tratados nesse primeiro episódio. Então convido você a escutar e compartilhá-lo com alguém que irá se identificar.

Confira a transcrição abaixo
Podcast

#1 Psicologia com Propósito – Ivalda Marinho

Inauguramos o nosso podcast no melhor estilo!

Ivalda Marinho, Sócia Fundadora, Diretora Técnica e psicóloga do Busca Especial conversou sobre a atuação na Clínica de Psicologia e sobre a trajetória desde a descoberta de sua vocação.

Ela, que sempre foi uma profissional dedicada e estudiosa, compartilhou conosco muitas histórias e conhecimentos sobre a áreas da psicologia escolar e educacional. Falamos sobre a atuação do profissional de psicologia no ambiente escolar e sobre o quanto os professores são seus grandes aliados! Lembramos de histórias de sua faculdade e de sua atuação no Instituto Federal de Pernambuco, lugar que ela tem bastante carinho até hoje.

O projeto inicial do Busca Especial permitiu a ela abrir caminhos e também navegar por um outro horizonte que é a psicologia no ambiente do consultório, mais reservado e calmo, onde ela estabelece uma relação diferenciada com seus atendidos. Vida longa aos novos caminhos!

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

Siga @ivaldamar e o @buscaespecial no Instagram para ficar por dentro das novidades!

Escute agora o episódio no Spotify ou no Anchor!

Episódio 6 – Xadrez é Vida – Apresentando Kênio Menezes Busca Especial – Psicologia e Educação

Qual impacto o esporte tem na sua vida? 😀 Kênio Menezes sempre foi um apaixonado por xadrez. Durante a adolescência foi campeão de xadrez no Colégio de Aplicação, também foi professor de xadrez da Associação Atlética do Banco do Brasil e hoje é técnico do time de xadrez do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Campus Recife. Sua influência como enxadrista e seus aprendizados em todos esses anos são inegáveis. Por isso ele é o convidado do nosso 6 episódio e último do Podcast Busca Especial. Onde ouvir? Pelo site http://www.buscaespecial.com/blog  ou pelo link da Bio. Você confere o nosso Podcast nas seguintes plataformas: ▶️ Spotify ▶️ Anchor ▶️ Google Podcasts ▶️ Pocket Casts ▶️ Breaker ▶️ Radio Public Também disponibilizamos a transcrição para leitura no site.😉 #PraTodosVerem: Essa imagem possui texto alternativo. #podcastbrasil #podcast #xadrezbrasil #xadrezpedagógico #educação
  1. Episódio 6 – Xadrez é Vida – Apresentando Kênio Menezes
  2. Episódio 5 – Empreendedorismo – Apresentando Arthur Coutinho
  3. Episódio 4 – Inclusão Digital – Apresentando Fernando Marroquim
  4. Episódio 3 – Protagonismo Jovem – Apresentando Abigail Souza
  5. Episódio 2 – Empregabilidade – Apresentando Maykson Assunção

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Desintoxicação digital em tempos de pandemia: fazer ou não fazer?

Já reparou como a sua rotina mudou em um ano? O seu trabalho talvez esteja sendo feito de casa com algumas reuniões pelo Zoom ou Google Meet, com seus amigos você só fala por telefone ou por vídeo, seu lazer que antes poderia ser “pegar um cineminha” passou a ser maratonar filmes e séries nos streamings, o melhor restaurante pra você tornou-se aquele que entrega mais rápido pelo aplicativo, sua família nem pôde se reunir no Natal e todos os desejos de aniversário acabaram se tornando posts nas redes sociais… Caso essa não seja sua realidade, provavelmente você está na linha de frente do combate ao vírus ou trabalhando presencialmente em algum outro serviço essencial. O fato é que não existe uma pessoa no mundo que não tenha sido afetada completa ou parcialmente pela pandemia. Enquanto a vacina não chega para todos e procuramos seguir as recomendações de isolamento social de forma responsável, é provável que continuemos sentindo os efeitos da “fadiga virtual”.

A pandemia do COVID-19 intensificou a transformação do mundo real em um mundo ainda mais digital, trazendo mais aproximação virtual, já que o contato físico deve ser evitado por risco de contaminação. As organizações tiveram que adequar seu método de trabalho ao home office. O nosso convívio social ficou limitado, houve a diminuição de hábitos externos e com isso cresceu a busca pelo refúgio no mundo digital. Estar conectado pode fazer bem? Sim. Nosso corpo libera neurotransmissores da felicidade ao rever pessoas queridas mesmo que através das telas dos computadores ou celulares. No entanto, é preciso pensar também que devemos dosar nossas atividades e refletir se esse uso está nos tornando dependentes.

Como imaginar a vida longe das telas desses facilitadores especialmente neste momento? Não traremos uma resposta pronta aqui, mas faremos uma reflexão. O relatório global “Digital 2021”, divulgado pela agência We Are Social e pela plataforma HootSuite, revela que nós brasileiros passamos cerca de 10 horas e 8 minutos por dia conectados na internet (a média global é de 6 horas e 54 minutos), somos o segundo país com maior tempo de utilização da ferramenta, perdendo apenas para as Filipinas. Quando se trata de redes sociais, são 3 horas e 42 minutos de uso por dia, o que nos faz ocupar o terceiro lugar no ranking, atrás das Filipinas e da Colômbia. Não questionamos aqui a utilidade dos aparelhos eletrônicos e nem o uso da internet seja para trabalho ou lazer. Mas, não podemos esquecer que, quando usados de forma exagerada, esses facilitadores podem trazer riscos à saúde.

Em matéria do UOL – Viva Bem alguns dos problemas mais comuns adquiridos com o uso constante de aparelhos eletrônicos foram as dores nas mãos e no pescoço por causa do esforço repetitivo; ardência nos olhos ou vista cansada; insônia, devido ao excesso da exposição à luz azul emitida pelos aparelhos, que acabam estimulando o cérebro a ficar mais ativo, atrapalhando a qualidade do sono; e transtornos psicológicos, que podem ser desencadeados ou agravados quando a pessoa já apresenta uma propensão.

O termo detox digital ou desintoxicação digital consiste em desconectar-se das redes, das telas de smartphones, tablets, televisões e computadores por um determinado período de tempo. É como “tomar um ar” em relação ao mundo digital e focar na vida real. O uso constante das redes sociais, jogos e aplicativos, por exemplo, pode levar a um comportamento vicioso. É importante procurar ter consciência, passando a enxergar o momento certo para dar início a um detox digital, o que pode favorecer a realização de atividades que proporcionem o alinhamento do reencontro consigo mesmo.

Segundo a Revista SuperInteressante, algumas medidas podem ser tomadas para controlar o uso excessivo dos eletrônicos:

 1. Determine uma hora limite para manter o celular ligado à noite

 2. Ignore o smartphone quando estiver com outras pessoas

 3. Evite comer em frente ao computador ou levar o smartphone para a mesa de jantar

 4. Bloqueie as notificações

 5. Estabeleça horários e um limite de tempo para navegar

 6. Ignore as notificações na tela do smartphone, mesmo que se acumulem

 7. Mantenha o telefone no silencioso durante o trabalho

Outra forma interessante de se desconectar do mundo digital é escolhendo um dia na semana para tirar uma folga. Isso mesmo! Que tal uma folga digital? O passo a passo é bem simples, basta escolher o dia e se ausentar. Claro que dentro dos limites, respondendo e mandando apenas mensagens necessárias. Sem visualizar fotos e vídeos em status, stories, sem postar nada! Um dia offline na vida digital, abrindo espaço para viver de forma verdadeira o mundo real.

E então, aceita o desafio?

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Tema da Redação do ENEM 2020 é sobre Saúde Mental

No dia 17 de janeiro de 2021, a prova de redação do ENEM trouxe como tema “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Os candidatos deveriam fazer um texto dissertativo-argumentativo e a nota pode chegar a até 1.000 pontos. Este tema veio logo após o ano conturbado de 2020, com toda a vivência trazida pela pandemia do Novo Coronavírus, quando nos vimos cercados de questionamentos não apenas sobre o vírus e suas consequências, mas também por temas como o isolamento social, a ansiedade, a depressão, o medo e tantas outras questões que precisam de uma atenção maior.

O tema também foi bem-vindo num mês de conscientização sobre saúde mental e emocional. Desde 2014, a Campanha Janeiro Branco busca fomentar uma cultura de saúde mental e tem como lema “todo cuidado conta”. A cor escolhida está associada à uma tela em branco, ao momento que escolhemos para traçar novas metas e para refletirmos sobre nossas emoções e sobre a nossa existência.

Ao falar sobre o tema do ENEM 2020, em primeiro lugar, é necessário saber o que é estigma e entender que é diferente de preconceito. Estigma se refere a uma marca ou sinal ou cicatriz que “caracterizaria” aquela pessoa ou grupo. Hoje, o significado se estende para um conceito definidor daquilo de que se fala. Quando se volta para questão de doenças mentais, sabemos que surgem os mais diversos estigmas, como incapazes, infelizes, destoantes de um padrão. Pessoas marginalizadas por uma sociedade que se considera sā. Falar sobre essas “tarjas” ou “rótulos”, nos faz refletir sobre a ideia de marginalização, descaso, desumanidade, desrespeito infame que já se observou na chamada “política de saúde mental” do Brasil e que hoje ainda perdura ecoando na cabeça de tantos.

A psiquiatria e a psicologia avançam em seus cuidados, mas se debatem com essas marcas a ferro que ainda são postas em pessoas do nosso convívio, que utilizam medicamentos diferentes e apresentam comportamentos diferentes. Na verdade, tememos o diferente e somos reféns de nossa ignorância, somos estigmatizantes com o que não compreendemos. Escorraçamos de nosso padrão tão “perfeito” tudo que nos parece “bizarro”, e nos tornamos “bizarros” quando acreditamos no tal padrão. Sofremos por questões emocionais.

Ano passado, vimos tantos (e nós mesmos) mais ansiosos e impotentes diante de nervos a flor da pele de muitos. Vimos nossa fragilidade mental estampada nos choros e lamúrias das perdas. Continuamos a assistir hoje um crescente de mortes e uma frieza de quem poderia agir. Estigmas? Dirigimos sem fim, somos seres escravos da necessidade de pureza de vida, acreditamos ainda na perfeição de comportamentos, cremos na possibilidade de exterminar os defeitos e negar nossas ramificações familiares. Preferimos ignorar os problemas ou os necessitados de olhar humanizado. É mais fácil enxergá-los sob o estigma de “louco”, “alienado”, “perdido”, do que trazê-lo para o lado e cuidar.

Que o tema tenha servido para reflexão de todos e para que no nosso cotidiano também possamos pensar em mais acolhimento, empatia e respeito ao outro. Que essa discussão sobre saúde mental não acabe por aqui.