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SESSÃO DE ARQUITETURA ACESSÍVEL: O TURISMO E(M) CIDADES ACESSÍVEIS

Olá!! Esperamos que essas últimas semanas tenham sido bastante produtivas e que estejam preparados para a época de férias, em que o tão querido descanso se aproxima nesses meses de junho e julho! 

O Busca Especial volta ao blog essa semana com mais um post da Sessão de Arquitetura Acessível e trouxemos algumas dicas de cidades que oferecem acessibilidade com qualidade e com isso se tornam mais atrativas para o turismo.

Neste quadro já apresentamos as normas que espaços públicos e privados devem seguir para garantir a acessibilidade, você pode ver algumas dessas postagens AQUI!

Infelizmente, apesar de estarmos em época de férias, não é o momento de viajar, mas você pode deixar essa postagem nos seus favoritos para não esquecer de visitar após esses tempos turbulentos. E vamos às cidades que valem a pena visitar e que vão estar preparadas para te receber:

  1. UBERLÂNDIA/MG

A cidade de Uberlândia está localizada no estado de Minas Gerais, na região Sudeste, e está presente na lista de 100 destinos de inclusão realizada pela ONU. Essa cidade é realmente referência ao falar de acessibilidade.

É super importante garantir a acessibilidade dos visitantes, mas mais ainda, é garantir a acessibilidade de seus próprios habitantes. E dentre os diversos projetos disponíveis por lá, a prefeitura oferece atendimento à pessoas com mobilidade reduzida que não possuem condições de utilizar o sistema de transporte tradicional, mesmo que adaptado, através do programa Porta a Porta (imagem abaixo), onde vans adaptadas buscam seus usuários em seus lares e os levam para escola, cursos, hospitais e locais de cultura e lazer. 

De transporte público equipado com elevadores à calçadas projetadas adequadamente com piso tátil e rampas, a cidade esbanja excelente planejamento através do Departamento de Acessibilidade do município que avalia se as obras de uso público estão sendo projetadas visando garantir a acessibilidade de um grande grupo de usuários.

Mas além de usufruir de todos os direitos básicos, a cidade ainda conta com um Mapa de Turismo Acessível online (imagem abaixo), disponibilizado pela prefeitura e realizado em parceria com a população.

Este mapa expõe informações sobre “…hospedagem, gastronomia, cultura, entretenimento e esporte…”. Até fevereiro de 2020 (data da matéria) já haviam 50 pontos marcados, sendo 27 sobre hospedagens que traziam também o nível de acessibilidade apresentado pelo hotel.

Quanto a esses níveis, isso é assunto para outra sessão! 😉

  1. FORTALEZA/CE 

Quem não gosta de uma cidade litorânea, não é mesmo?! E nesse momento você deve estar se perguntando: “é possível garantir a acessibilidade em praias?” E a resposta é: 

CLARO QUE SIM!

Além do calçadão projetado adequadamente, atualmente, existem projetos atrelados às prefeituras que têm o intuito de oferecer meios físicos para que pessoas com mobilidade reduzida possam ter seu momento de lazer até em ambientes que parecem muito difíceis.

O projeto que se encontra na cidade de Fortaleza se chama Projeto Praia Acessível (imagem abaixo). 

E esse projeto é composto por fisioterapeutas ou estudantes que através de equipamentos, conseguem oferecer um momento de lazer à essas pessoas. Além dos equipamentos que permitem a entrada no mar, eles realizam atividades como o frescobol e o voleibol adaptado, fornecendo assim mais opções de lazer ao público. 

O Projeto Praia Acessível também está nas cidades de Vitória/ES, Santos/SP, Guarujá/SP, Luís Correia/PI, Itanhaém/SP e entre outras. E se você é de Pernambuco, você pode encontrar um programa similar, chamado Praia sem Barreiras, nas praias de Porto de Galinhas – Ipojuca e na Praia de Boa Viagem – Recife! Você ainda pode conferir mais cidades que possuem programas similares nas praias neste LINK!

  1. FOZ DO IGUAÇU/PR

Não sei vocês, mas a gente adora uma curiosidade… e falando em curiosidade, vocês sabiam que a cidade de Foz do Iguaçu foi uma das cidades pioneiras no turismo inclusivo? 

A cidade possui vagas destinadas a idosos e pessoas com mobilidade reduzida, rampas e piso tátil nas vias urbanas. E além disso, a cidade que realiza a fronteira do Brasil com o Paraguai e Argentina, abriga um Parque Nacional, onde você pode conhecer as Cataratas com todo o auxílio necessário para aproveitar o passeio. 

Você ainda pode conhecer a Trilha do Poço Preto, o Macuco Safari e o Espaço Naipi. E em todos esses destinos, será possível aproveitar com a acessibilidade necessária sendo garantida por todo o passeio.

É tão bom saber que será muito bem recebido ao chegar em tal cidade escolhida com tanto carinho para passar seu precioso tempo de descanso, não é?! Além dessas cidades, existem muitas outras que são referência em acessibilidade, então quem sabe a gente não traz uma parte 2 para esse post e assim a lista de possibilidades vai aumentando!

Se você já visitou alguma dessas cidades, deixe aqui nos comentários como foi a sua experiência por lá. E se você conhece alguma cidade que também possa ser exemplo, compartilhe com a gente, quem sabe ela aparece por aqui!!

Esperamos que tenha gostado e enquanto espera o próximo post da Sessão de Arquitetura Acessível, acesse o nosso blog, confira nossas últimas postagens e se mantenha conectado ao nosso instagram!!

FONTES:

 8 cidades com turismo acessível para pessoas com deficiência (freedom.ind.br)

6 cidades exemplos em acessibilidade para PCDs | Summit Mobilidade (estadao.com.br)

Acessibilidade Urbana: 5 cidades acessíveis no Brasil para você viajar! | Inclusão e Acessibilidade por Suelén Almeída (viajecomacessibilidade.com.br)

Gratuidade e benefícios – Portal da Prefeitura de Uberlândia (uberlandia.mg.gov.br)

As praias com acessibilidade para cadeirantes no Brasil (temporadalivre.com)

IMAGENS: 

Razões para conhecer as Cataratas Argentina (comboiguassu.com.br)

Turismo em Fortaleza – Jornal do Commercio (uol.com.br)

‘Mapa do Turismo Acessível’ está aberto a colaborações – Portal da Prefeitura de Uberlândia (uberlandia.mg.gov.br)

Macuco Safari prioriza acessibilidade. Foz do Iguaçu sem barreiras. (ricardoshimosakai.com.br)

Blog

Oscar & Inclusão

por Beatriz Terra e Victória Régia

O Oscar é conhecido mundialmente como a premiação mais importante do cinema e é realizado pela Academia de Cinema de Hollywood. O evento acontece uma vez por ano e reúne as celebridades deste mundo e principalmente toda a equipe por trás das produções. As produções lançadas em um determinado período, passam por um difícil julgamento e são separadas em categorias para receberem a devida premiação.

O que chamou atenção no evento deste ano foi a indicação de três produções que  se destacavam por incluir o tema da inclusão de pessoas com deficiência em papéis centrais para a inclusão. Foram elas: O Som do Silêncio, Crip Camp e Feeling Through.

  • O SOM DO SILÊNCIO

Disponível no streaming da Amazon Prime, o Prime Video, O Som do Silêncio, ou The Sound of Metal, além da categoria de Melhor Filme, recebeu mais 5 indicações. Dentre elas, a de Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e levou os prêmios de Melhor Som e Melhor Edição (MIRANDA, 2021). 

Essas indicações foram totalmente merecidas, pois além de possuir uma linda fotografia, o filme é uma grande experiência, pois o trabalho do diretor procura trazer sensações para que você se sinta como se estivesse no filme. 

A produção conta a história de Ruben, um jovem baterista de heavy metal que possui uma banda com a sua namorada Louise. Devido às incontáveis exposições aos sons muito agudos, Ruben passa a perder rapidamente a audição, e indo ao médico descobre que possui apenas 28% do total. 

A partir daí, você começa a sentir que vive junto ao protagonista e sentir o que ele sente, tendo as mesmas experiências. Essa produção destaca a comunidade de deficientes auditivos e mudos e a linguagem de sinais, trazendo uma linda mensagem de paz ao final do filme. Como essa mensagem é passada, nós não vamos contar!! Se você se interessou por essa produção, você pode assistir ao trailer AQUI!

Trailer de O Som do Silêncio (Prime Video)
  • CRIP CAMP: REVOLUÇÃO PELA INCLUSÃO 

O filme acumulou nove indicações ao Oscar em 2021 e foi dirigido por Nicole Newnham e Jim LeBrecht. Crip Camp é um daqueles filmes que você não pode deixar de ver, pois é um belo “soco no estômago” num sentido muito positivo. Acho que vocês percebem o quanto a temática de tirar o preconceito e os estigmas que a sociedade coloca para as pessoas, mas é a grande sacada do filme. Nesse acampamento ninguém era visto ou tratado de forma diferente, cada um tinha a sua singularidade e era ajudado por jovens que iam trabalhar de forma voluntária no acampamento. 

É nesse filme que vai mostrar o quanto esse acampamento teve uma luta significativa e essencial para que os direitos de pessoas com deficiência fossem adquiridos, como dito por um dos diretores do filme “este acampamento mudou o mundo e ninguém conhece a história.”. Fica a chamada para vocês… que tal conhecer a história que mudou o mundo? O documentário está disponível no streaming da Netflix, mas você pode assistir ao trailer AQUI

Trailer de Crip Camp: Revolução pela inclusão (Netflix)
  • FEELING THROUGH

O curta-metragem indicado ao Melhor Curta de Ação ao Vivo do Oscar de 2021 foi lançado em 2019 e dirigido por Doug Roland. O diretor é conhecido por ser um profissional que impacta socialmente contando histórias de indivíduos e comunidades sub-representadas e que não recebem tanta atenção (LINKEDIN). 

O curta ainda possui como produtora executiva, Marlee Matlin, uma atriz surda, a única a ganhar o Oscar para melhor atriz como protagonista em “Children of a Lesser God” (SAMPAIO, 2017).

O curta do gênero de drama conta a história de Tareek e Artie. Tareek é um jovem morador de rua que se encontra com Artie de madrugada pelas ruas. O jovem Tareek percebeu que Artie é surdo e cego e que precisa de ajuda para atravessar a rua. Porém, Artie acaba precisando de ajuda para chegar até um ponto de ônibus e a partir daí, Tareek resolve ajudá-lo. 

Durante as necessidades de Artie, ele e Tareek vão criando um carinho um pelo outro que surge através da empatia, educação e respeito de um pelo outro. Entretanto, em uma ida à uma loja de bebidas, Tareek precisando de dinheiro, acaba furtando um pouco de dinheiro de Artie. O desfecho dessa história, nós vamos deixar para que vocês descubram sozinhos! Para assistir ao curta, basta clicar AQUI!

Curta-metragem Feeling Through (Youtube)
  • REGRAS DE INCLUSÃO NO OSCAR

No ano de 2020, a academia anunciou novas regras para aumentar a diversidade nas produções indicadas ao prêmio de melhor filme. Essas regras surgiram com influência das regras criadas pelos prêmios BAFTA do Reino Unido.

Assim, foi determinado que a partir do ano de 2024, todas as produções que tiverem a intenção de participar das indicações, deverão cumprir com novos critérios (Diário de Pernambuco, 2020).

  1. O protagonista deve ser de representante de um grupo normalmente não representado, “ou que 30% dos papéis secundários sejam distribuídos entre minorias, ou que se abordem os problemas que rodeiam estas comunidades como tema principal da obra.” 
  2. As principais funções dos bastidores devem ser ocupadas por profissionais que “façam parte de grupos historicamente desfavorecidos, entre os quais também estão incluídas as mulheres, as comunidades LGBTQ e pessoas com deficiências.”
  3. Devem ser ofertadas vagas de estágios e cursos de capacitação para “grupos subrepresentados”.
  4. Deve ser garantida a diversidade nos profissionais que fazem parte da comercialização e distribuição.

As obras, no entanto, que forem concorrer ao prêmio de melhor filme nos anos de 2022 e 2023, não precisam estar de acordo com essas novas regras, mas precisam apresentar “dados confidenciais sobre diversidade” para a Academia. Felizmente, mesmo que seja aos poucos, as instituições vêm mudando o olhar para as pessoas que eram marginalizadas e submetidas a estigmas, nessa perspectiva é sempre necessário trazer um novo olhar e realmente buscar mudanças para que a sociedade consiga ser mais igualitária no acesso a seus direitos, pois todos somos um só povo e devemos  ter as mesmas oportunidades. 

Esperamos que você tenha a oportunidade de assistir a todas essas produções. E se tiver assistido, não deixe de colocar aqui nos comentários o que você achou!💙💙 

REFERÊNCIAS

Oscar 2021 tem três filmes sobre pessoas com deficiência; cineastas apontam avanço em Hollywood | Oscar 2021 | G1 (globo.com)

Oscar irá impor regra de inclusão para premiação de melhor filme | Viver: Diario de Pernambuco

Sound of metal: filme sobre baterista de metal é indicado ao Oscar (igormiranda.com.br)

https://acontecimentosdodiablog.wordpress.com/2017/08/24/24-de-agosto-paulo-coelho-e-taquarana-al-2017/

Doug Roland – Creator/Filmmaker – Feeling Through | LinkedIn

https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2020/12/04/crip-camp-como-grupo-de-jovens-na-era-woodstock-mudou-a-inclusao-social.htm

Blog

Autismo e a escola: a importância da educação inclusiva

O Autismo é um assunto que o Busca Especial tem muito carinho, destacando  a necessidade e a importância de ser comentado e debatido. Como o dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), tanto nas nossas redes sociais quanto aqui no blog escolhemos abordar alguns temas relacionados ao assunto.

Neste post serão os seguintes pontos:

  • O que é o autismo?
  • Autismo e o contexto escolar
  • O que é uma educação inclusiva?
  • Parceria Família e Escola
  • Aprendizado pedagógico e autismo

O que é o autismo?

“O Transtorno de Espectro Autista (TEA) se caracteriza por dificuldades de comunicação e interação social e a presença de comportamentos neurotípicos como ações repetitivas ou restritas. Entretanto, esses traços, apesar de serem percebidos, possuem gravidade variável.”

Publicação Busca Especial

Justamente por essa variedade de comportamentos, foi adotado o termo espectro. Então, como todos nós que temos nossa singularidade, pessoas que estão diagnosticadas dentro do espectro não podem ser rotuladas, mas devem ser compreendidas e respeitadas em suas individualidades.

Autismo no contexto escolar

As atividades realizadas na primeira infância são de grande importância para o desenvolvimento da criança. Na fase escolar, o aprendizado fica ainda mais intenso. Para alguns alunos que estão no espectro o desafio pode ser ainda maior pelas dificuldades comportamentais, de comunicação e socialização.

No artigo do Instituto NeuroSaber sobre o desafio da inclusão do autismo no âmbito escolar, é levantado o ponto da individualidade de cada criança no qual o professor e toda a equipe só vão entender quais são as melhores abordagens durante a rotina escolar e com a prática pedagógica.

O que é uma educação inclusiva?

Educação inclusiva é o real esforço para a adaptação do ambiente escolar de acordo com as necessidades de cada aluno, para que assim seja garantido, além do aprendizado, o cumprimento do que está presente na lei e reforçado na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

“As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;”

Art. 24, 2, alínea d, do Decreto n° 6.949, de 25 de agosto de 2009

Esse apoio necessário, pode incluir a presença de um acompanhante ou cuidador escolar que ficará responsável por acompanhar o aluno com mais exclusividade, atividade que o professor não consegue fazer em uma sala com vários alunos. Apesar de ser garantido por lei, na prática, nem sempre acontece como alguns relatos que coletamos de familiares.

“A Escola é um novo meio para a criança. Além do ensino, a socialização tem um papel preponderante. O tempo que Kênio frequentou a escola foi muito significativo, posto que pôde conviver com diferenças tanto em termos de pessoas como de estrutura física dos lugares. No entanto, é importante ressaltar que, embora, muitos estudos tenham avançado daquela época (anos 1990 e anos 2000), ainda percebemos a dificuldade dos profissionais, dos alunos e até mesmo pais,  em relação ao trato, ensino e convivência”.

Ivalda Marinho, mãe de Kênio e psicóloga.

Parceria Família e Escola

“É importantíssima essa união entre escola, pais e o profissional que acompanha essa criança. Ao meu ver, é um trabalho multidisciplinar, sempre vai precisar um do outro, porque o que a criança aprende em casa, vai pra escola, o que a criança aprende na escola chega em casa.”

Aldair José, tio de Lucas e estudante de psicologia.

A família de Lucas (5 anos), que é apaixonado pelo ambiente escolar, ressalta a diferença que esse convívio proporciona ao aprendizado e desenvolvimento da criança. Não existe um lugar que esteja totalmente preparado para receber o aluno, mas apenas através de uma construção de forma gradativa, por meio de momentos de troca entre família, escola e equipe terapêutica. Além de um lugar de acolhimento e desenvolvimento para a criança, a escola também é um canal para difundir informação e diluir o preconceito.

Aprendizado pedagógico e autismo

No ambiente escolar, os alunos estão o tempo todo intencionalmente expostos aos estímulos adequados, de acordo com o planejamento pedagógico estabelecido. Tais estímulos são recebidos de formas diferentes por cada aluno. Para as crianças que estão dentro do espectro, a possibilidade de distração faz com que o aluno não obtenha a resposta desejada nas atividades propostas. O que pode ser um fator que diferencie ainda mais o ritmo de aprendizagem comparativo entre os colegas de sala.

Aqui citamos algumas abordagens que são voltadas para o desenvolvimento:

D.I.R.®/ Floortime™ – Segue os interesses da criança ao mesmo tempo em que a desafia a alcançar maior domínio das capacidades sociais, emocionais e intelectuais.

ABA – Trabalha no reforço dos comportamentos positivos.

Son-Rise Program® (SRP) – Privilegia a relação em detrimento do tratamento.

“Toda criança traz consigo o potencial para ser uma ótima criança. O nosso trabalho é criar um ambiente onde esse potencial possa expandir.”

Dr. Stanley Greenspan

Com essa provocação do Dr. Stanley Greenspan, psiquiatra e um dos criadores do método D.I.R.®/ Floortime™, ficamos com o questionamento: 

O que podemos fazer para criar o melhor ambiente para as crianças ao nosso redor, e, em especial, para todos que estão dentro do espectro.

Deixe aqui nos comentários a sua opinião.

Podcast

#Faixa Bônus – Como começou o Busca Especial?

Nosso podcast acaba de começar, mas a vontade de tornar esse um mundo melhor é antiga

Como você já sabe, o Busca Especial agora tem seu próprio podcast! E com ele pretendemos trazer uma série de informações relevantes sobre o universo da educação e da psicologia.

E, para situar você daquilo que o Busca Especial pretende abordar nessa primeira temporada, elaboramos um episódio introdutório contando um pouco da nossa história, do nosso propósito e sobre quais assuntos iremos tratar durante essa trajetória.

Você pode ouvi-lo aqui:

Confira a transcrição abaixo

Com mais de 30 anos de experiência na área de psicologia, especialista em psicologia clínica e psicopedagogia, diretora técnica do Busca Especial, Ivalda Marinho foi nossa primeira convidada.

Uma verdade só é acreditada quando a pessoa diz que reconhece como verdade

Ivalda Marinho

Dentre os assuntos abordados no podcast, destacamos duas questões: as mudanças na aplicação e na forma como são vistos os testes vocacionais atualmente e a lei que institui a presença dos serviços de psicologia na rede pública de educação básica.

Antes, por exemplo, o aluno fazia um teste que era voltado mais para sua personalidade, com o resultado dele, sua vida profissional praticamente estava traçada, mas a orientação vocacional de fato vai muito além. Essa orientação pode começar a partir do 9º ano e percorrer até o término do ensino médio. Esse é um processo que ajuda no autoconhecimento do aluno e a pensar sobre carreira de maneira que ela seja construída ao longo do tempo.

Outra questão levada em consideração foi a lei número 13.935/19 disponibilizada abaixo.  Em resumo, essa lei exige que as escolas públicas passem a ter serviço social e de psicologia. Ivalda refletiu sobre isso e compartilhou um pouco da sua visão acerca daquilo que acha interessante ser feito.

Art. 1º As redes públicas de educação básica contarão com serviços de psicologia e de serviço social para atender às necessidades e prioridades definidas pelas políticas de educação, por meio de equipes multiprofissionais.

§ 1º As equipes multiprofissionais deverão desenvolver ações para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, com a participação da comunidade escolar, atuando na mediação das relações sociais e institucionais.

§ 2º O trabalho da equipe multiprofissional deverá considerar o projeto político-pedagógico das redes públicas de educação básica e dos seus estabelecimentos de ensino.

Mas, além disso, também houveram outros assuntos importantíssimos tratados nesse primeiro episódio. Então convido você a escutar e compartilhá-lo com alguém que irá se identificar.

Confira a transcrição abaixo
Blog

Aplicativos que você precisa conhecer para aprender Libras

Certamente você já ouviu falar de Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Já deve ter visto pessoas se comunicando usando essa língua. Pode até mesmo ter tentado aprender antes. A principal forma de comunicação e alfabetização de pessoas com deficiência auditiva é considerada a segunda língua oficial do Brasil desde 2002.

E sendo não somente uma fonte de inclusão e crescimento profissional, Libras contribui culturalmente e educacionalmente no meio coletivo do país e é, em si, uma forma de conscientização.

Se utilizando de gestos, expressões faciais e corporais para construir seu diálogo, essa língua é imprescindível ao meio que busca cada vez mais o bem-estar social e um coletivo mais unificado.

É por isso que existem diversos cursos, projetos, disciplinas e atualmente, aplicativos, no qual o ensino de Libras é realizado de forma didática e na grande maioria das vezes, gratuita. O Busca Especial pesquisou e trouxe uma lista com os melhores aplicativos totalmente gratuitos para você, que quer saber um pouco mais e pensa até mesmo em dominar essa língua.

Vamos lá?

1. Hand Talk Tradutor

Apresentando Hugo, um intérprete virtual 3D que não só traduz, mas também ensina Libras e ASL (Língua Americana de Sinais), o Hand Talk possui uma ótima avaliação no ranque das plataformas e está disponível tanto para Android quanto para iOS. 

O aplicativo disponibiliza vídeos ensinando Libras, com o Hugo auxiliando no processo, o que facilita a memorização e compreensão dos gestos. O Hand Talk também permite salvar conteúdos para serem usados futuramente. É mais indicado para quem já possui uma base da língua e quer compreender mais sobre seus processos.

2. Alfabeto LIBRAS

Para quem tá começando agora, esse é o ideal. O Alfabeto Libras trabalha com uma variedade de jogos tornando o aprendizado dinâmico e divertido. O aplicativo visa ensinar o alfabeto não somente para adultos, já que possui uma versão mais infantil, o que permite um trabalho inclusivo desde os primeiros anos. Ele está disponível também para o Android e iOS.

3. Librário: Libras para todos

Outro que ensina divertindo é o Librário. Com duas opções de jogos, o aplicativo possui 81 vídeos educativos mostrando como fazer o sinal de cada palavra do jogo. 

O objetivo do aplicativo é promover a integração entre surdos e ouvintes. É considerado um baralho da comunicação visual-motora. Também está disponível no Android e no iOS.

4. Jogo Quiz de Libras

Esse aplicativo é o mais completo entre os que já foram mencionados, ele promove o aprendizado por meio de questões de diversos níveis sobre o alfabeto e os números em Libras. O Quiz de Libras possui também um conjunto de imagens que facilitam no momento do aprendizado. Até o momento, ele só está disponível para Android.

5. Aitken -Aprender LIBRAS

O Aitken ainda está na fase BETA, o que significa que ainda não foi liberado para usuários, apenas para testes. O aplicativo se mostrou dinâmico e através de um modelo 3D como o Hand Talk, ele ensina Libras por temas variados, explorando cada temática como um pilar de compreensão da língua.

Agora que você já conhece algumas ferramentas para aprender Libras, que tal praticar?

Mas não dependa somente dos aplicativos, a internet é uma fonte de conteúdo repleta de oportunidades educativas voltadas ao ensino dessa língua. Canais no Youtube como o Libraspro, Letras-Libras UFRJ e Libras Pernambuco podem ajudar você nos estudos.

Também é possível fazer cursos gratuitos como o Introdução à Libras da EVG (Escola Virtual do Governo) ou o Língua Brasileira de Sinais da USP (Universidade de São Paulo).

Busque, aprenda e compartilhe essa língua que precisa cada vez mais de espaço no cotidiano brasileiro. Libras é fundamental para uma sociedade mais completa e inclusiva, seja você parte desse projeto humanizador de integração.

*Este post foi uma contribuição voluntária de Márcio Araújo dos Santos.

Márcio Araújo tem 23 anos, é formado em Comunicação Social – Jornalismo e atualmente cursa o técnico em Multimídias no ETE Porto Digital. Trabalha com produção de conteúdo desde a adolescência, atuando em diversos ramos. Busca na educação caminhos para beneficiar o meio em que vive e é um consumidor fervoroso de produções literárias de ficção e mangás.