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#6 Xadrez é vida – com Kênio Menezes

Quando um hobby se torna parte do seu propósito de vida?

Nosso convidado é apaixonado pelo Xadrez, ele diz que além de jogo, é também ciência e arte. Além de professor, técnico e entusiasta do esporte, Kênio Menezes é formado em psicologia e em seu trabalho no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Campus Recife (IFPE) ele incentivou muitos de seus alunos a encararem campeonatos como uma maneira de socializar e fazer amizades. Confira no último episódio desta temporada uma conversa sobre o ensino e democratização do xadrez em Pernambuco e no Brasil, além de diversas curiosidades sobre este universo.

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

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#5 – Empreendedorismo – com Arthur Coutinho

Você já pensou em como o empreendedorismo pode transformar vidas?

Tirar ideias do papel e convertê-las em práticas é o sonho de qualquer empreendedor. Nosso convidado, Arthur Coutinho, quer ir além em seu trabalho de consultor contábil, ele acredita que é possível ajudar mais as pessoas e busca transformar a vida de outros empreendedores, junto ao seu sócio Diego Vergara e aos colaboradores da ATC Consultores. Arthur compartilhou alguns casos e histórias conosco, foram reflexões excelentes sobre empatia e resiliência empresarial.

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O papel da família na educação dos filhos

Por Bárbara Pacífico

Pensar no papel dos pais na educação dos filhos é idealizar pais presentes também no ambiente escolar, contribuindo com a aprendizagem e promovendo uma boa educação no âmbito familiar. A família, como primeira instituição social, dá a base para os enfrentamentos sociais da criança, ou seja, insere as elaborações iniciais da vida. Velasquez traz a ideia de que “A personalidade da criança e do adolescente se estrutura e molda essencialmente no meio familiar. Os pais, responsáveis pela educação e orientação de seus filhos, devem assumir o seu papel e, além de oferecer amor, impor limites a seus descendentes.”

No contexto da pandemia, a maneira de conduzir a educação escolar foi redimensionada, os ambientes de casa e escola em dados momentos se fundem. Estimular as crianças, participar das atividades escolares, observar as aulas, participar das reuniões, conhecer seu filho quanto educando, puderam ser vistas de um novo ângulo. Souza (2020), discute bem que “no  período  da  pandemia,  novas  relações  afetivas  e  profissionais  foram  criadas  e  ressignificadas, muitas  pessoas  passaram  a  trabalhar  remotamente;  famílias  passaram  a  conviver  cotidianamente  com vários conflitos.” É importante entender as responsabilidades cabíveis aos filhos e à escola, a inserção da educação em casa forma o caráter e enfatiza as relações na escola, isso implica dizer, que a base da educação se faz no ambiente familiar.

Contexto histórico

Antes do século XVII, os valores e os conhecimentos relacionados às práticas profissionais e morais eram apreendidas em sua maioria, no seio dos grupos familiares. A partir do século XVII, com a origem das cidades modernas, a instituição escolar ganhou importância e passou a ser vista como uma continuação da educação familiar. No Brasil, essa crescente preocupação em instruir e educar as massas populares, para garantir o progresso e o desenvolvimento da nação, se iniciou no século XIX. Desde o início do século XX, a preocupação em aproximar as famílias da instituição escolar já existia. 

Funções Família e Escola

Oliveira (2003) afirma que a família é o primeiro meio de socialização da criança, dentre as suas principais funções está a “função educacional”, responsável por transmitir valores e padrões culturais da sociedade. Como função da escola, Polonia e Dessen (2005) concluem que “a escola deve visar não apenas a apreensão do conteúdo, mas ir além, buscando a formação de um cidadão inserido, crítico e agente de transformação, já que é um espaço privilegiado para o desenvolvimento das ideias, crenças e valores”. 

A separação das funções é importante para entender quais os papéis das instituições na educação dos filhos, tendo em vista que atualmente ocorrem questões de ambivalência entre a escola e a família. Rosa (2020) muito bem coloca que a relação entre a família e a escola é uma relação onde uma depende da outra, ressaltamos assim a necessidade de uma colaboração das duas partes em relação à imposição de limites, ao convívio social, à formação do indivíduo, à partilha de valores, além das questões pedagógicas.

A psicóloga Jordana de Castro Balduino discute a ideia dos papéis da escola e da família referente à educação, onde todas as questões são levadas em consideração, desde a escolha de uma escola que corresponda às necessidades, quanto a disponibilidade desse compartilhamento. Relembra que sempre que for pensar na escola, é importante fazer tais questionamentos: 

· Estou ensinando o meu filho a respeitar as regras da sociedade e em especial da sua escola?

· Tenho dado autoridade à escola para contribuir de fato na educação do meu filho?

· Qual a importância do professor na sua vida?

· Na medida do possível tenho participado das atividades da escola?

Pandemia: rotina e desafios

Com o distanciamento social imposto pela pandemia, rotinas foram reinventadas, novos comportamentos e demandas surgiram para as famílias e para a escola. Foi preciso criar adaptações para não paralisar as atividades e não interferir negativamente no desenvolvimento da aprendizagem. A Sociedade Brasileira de Pediatria (2020) traz pontos de como essa nova dinâmica pode causar estresse na vida das pessoas. Com isso, fornece algumas dicas importantes para os pais nesse momento de pandemia: 

  • Os adultos devem realizar momentos de diálogo para discussão das atividades prioritárias do dia a dia, das necessidades básicas da casa, da divisão de tarefas e obrigações. Deve-se organizar os horários do trabalho de cada um dos pais, tentando intercalar os períodos para os demais afazeres da casa e das crianças.
  • Dar abertura para que eles possam expressar seus sentimentos e suas dúvidas em um ambiente acolhedor e de apoio mútuo.
  • Realizar o planejamento de agenda dos filhos juntamente com eles, incentivando-os a organizar horários equilibrados para manter as atividades de brincadeiras, estudo, leitura, música, atividade física, sono e tempo de tela, respeitando os limites da rotina saudável.
  • Intercalar períodos de atividades físicas dentro do lar em mais de um horário do dia nos turnos da manhã e da tarde e, se possível, fazer as atividades em conjunto pais e filhos. Estimular a criança e o adolescente a ser criativo para realizar essas atividades em casa que podem ser de circuitos feitos com travesseiros e garrafas plásticas, pular corda, dançar, artes marciais dentre outros.
  • Usar a tecnologia a favor de todos. Definir com as crianças os horários para o uso saudável das telas, segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, evitando ultrapassar os limites e o acesso sem supervisão a conteúdos inadequados.
  • Inserir as crianças e adolescentes nas tarefas domésticas respeitando a capacidade de acordo com a idade de cada um. Incentivar o ensino colaborativo supervisionado enquanto realizar essas atividades e aproveitar para ensinar afazeres de forma alegre e prazerosa, pois isso pode trazer grande aprendizado para a criança e adolescente.
  • Incluir na agenda pausas durante o dia para que a família possa estar unida de forma alegre e prazerosa. Tente realizar as refeições junto com as crianças abordando temas construtivos. Praticar as técnicas de atenção plena e de relaxamento.
  • Seja você o modelo de comportamento que espera de seus filhos. Portanto, os pais devem evitar excesso de tela, manter o lar harmonioso e demonstrar de forma assertiva e genuína como lidar com equilíbrio com essa situação adversa só traz benefícios na construção de um cérebro saudável na infância. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2020)

Recomendação de leitura: PAIS E FILHOS EM DISTANCIAMENTO SOCIAL <https://www2.ufjf.br/siassgv/wp-content/uploads/sites/107/2020/08/cartilha.pdf&gt;

Referências:

POLONIA, Ana da Costa; DESSEN, Maria Auxiliadora. Em busca de uma compreensão das relações entre família escola. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 9, n. 2, p. 303-312, dez. 2005. 

ROSA, Luciana de Fatima da. Relação família e escola: as contribuições no desempenho escolar de alunos nos anos iniciais. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Faculdade de Ensino Superior do Centro do Paraná, Pitanga, 2019.

OLIVEIRA, PÉRSIO SANTOS DE. Introdução à sociologia da educação. 03.ed. São Paulo: Ática, 2003.

GONÇALVES, Alexandra; RIBEIRO, Célia. O papel dos pais na escolarização dos filhos com perturbação da aprendizagem específica com défice na leitura. Gestão e Desenvolvimento, n. 24, p. 213-230, 2016.

http://www.minutopsicologia.com.br/postagens/2016/07/24/familia-e-escola-uma-relacao-necessaria/

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#4 Inclusão Digital – com Fernando Marroquim

Sem a tecnologia, como estaríamos vivendo nos dias de hoje?

Iniciamos o quarto episódio do nosso podcast com essa reflexão. Conversamos com Fernando Marroquim, formado em Sistemas para Internet, especialista em Gestão de Tecnologia da Informação e Coordenador do Núcleo de Inclusão Digital (NID) da ONG Movimento Pró-Criança, em Recife. Nosso convidado percebe a tecnologia como um meio transformador para que os jovens possam alcançar tudo aquilo que almejam na vida. Além de tratarmos do assunto da exclusão e da inclusão digital, falamos sobre as ações do Núcleo na promoção de cidadania e do fomento do empreendedorismo social, sem deixar de lado o papel de responsabilidade socio-ambiental.

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#3 Protagonismo Jovem – com Abigail Souza

Os jovens são o futuro do mundo, mas, também são o presente

Já parou para pensar no quanto as suas atitudes impactam o futuro de outras pessoas? No terceiro episódio do nosso podcast entrevistamos Abigail Souza, jovem de 24 anos que já tem um currículo extenso e um propósito de impactar positivamente a vida de outras pessoas através da educação e do empreendedorismo social. Desde criança espelhou-se em sua mãe para conquistar seus objetivos, aos 7 anos já começava a se interessar pela área de empreendedorismo e, durante o ensino médio, encantou-se por tecnologia. Algumas das atividades que já desempenhou ao longo da carreira são nas áreas de gestão de pessoas, gestão de projetos, planejamento estratégico, metodologias ágeis e liderança. Ela já trabalhou em organizações como a AIESEC e também já participou de programas como a Campus Party Brasil.

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Autismo e a escola: a importância da educação inclusiva

O Autismo é um assunto que o Busca Especial tem muito carinho, destacando  a necessidade e a importância de ser comentado e debatido. Como o dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), tanto nas nossas redes sociais quanto aqui no blog escolhemos abordar alguns temas relacionados ao assunto.

Neste post serão os seguintes pontos:

  • O que é o autismo?
  • Autismo e o contexto escolar
  • O que é uma educação inclusiva?
  • Parceria Família e Escola
  • Aprendizado pedagógico e autismo

O que é o autismo?

“O Transtorno de Espectro Autista (TEA) se caracteriza por dificuldades de comunicação e interação social e a presença de comportamentos neurotípicos como ações repetitivas ou restritas. Entretanto, esses traços, apesar de serem percebidos, possuem gravidade variável.”

Publicação Busca Especial

Justamente por essa variedade de comportamentos, foi adotado o termo espectro. Então, como todos nós que temos nossa singularidade, pessoas que estão diagnosticadas dentro do espectro não podem ser rotuladas, mas devem ser compreendidas e respeitadas em suas individualidades.

Autismo no contexto escolar

As atividades realizadas na primeira infância são de grande importância para o desenvolvimento da criança. Na fase escolar, o aprendizado fica ainda mais intenso. Para alguns alunos que estão no espectro o desafio pode ser ainda maior pelas dificuldades comportamentais, de comunicação e socialização.

No artigo do Instituto NeuroSaber sobre o desafio da inclusão do autismo no âmbito escolar, é levantado o ponto da individualidade de cada criança no qual o professor e toda a equipe só vão entender quais são as melhores abordagens durante a rotina escolar e com a prática pedagógica.

O que é uma educação inclusiva?

Educação inclusiva é o real esforço para a adaptação do ambiente escolar de acordo com as necessidades de cada aluno, para que assim seja garantido, além do aprendizado, o cumprimento do que está presente na lei e reforçado na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

“As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;”

Art. 24, 2, alínea d, do Decreto n° 6.949, de 25 de agosto de 2009

Esse apoio necessário, pode incluir a presença de um acompanhante ou cuidador escolar que ficará responsável por acompanhar o aluno com mais exclusividade, atividade que o professor não consegue fazer em uma sala com vários alunos. Apesar de ser garantido por lei, na prática, nem sempre acontece como alguns relatos que coletamos de familiares.

“A Escola é um novo meio para a criança. Além do ensino, a socialização tem um papel preponderante. O tempo que Kênio frequentou a escola foi muito significativo, posto que pôde conviver com diferenças tanto em termos de pessoas como de estrutura física dos lugares. No entanto, é importante ressaltar que, embora, muitos estudos tenham avançado daquela época (anos 1990 e anos 2000), ainda percebemos a dificuldade dos profissionais, dos alunos e até mesmo pais,  em relação ao trato, ensino e convivência”.

Ivalda Marinho, mãe de Kênio e psicóloga.

Parceria Família e Escola

“É importantíssima essa união entre escola, pais e o profissional que acompanha essa criança. Ao meu ver, é um trabalho multidisciplinar, sempre vai precisar um do outro, porque o que a criança aprende em casa, vai pra escola, o que a criança aprende na escola chega em casa.”

Aldair José, tio de Lucas e estudante de psicologia.

A família de Lucas (5 anos), que é apaixonado pelo ambiente escolar, ressalta a diferença que esse convívio proporciona ao aprendizado e desenvolvimento da criança. Não existe um lugar que esteja totalmente preparado para receber o aluno, mas apenas através de uma construção de forma gradativa, por meio de momentos de troca entre família, escola e equipe terapêutica. Além de um lugar de acolhimento e desenvolvimento para a criança, a escola também é um canal para difundir informação e diluir o preconceito.

Aprendizado pedagógico e autismo

No ambiente escolar, os alunos estão o tempo todo intencionalmente expostos aos estímulos adequados, de acordo com o planejamento pedagógico estabelecido. Tais estímulos são recebidos de formas diferentes por cada aluno. Para as crianças que estão dentro do espectro, a possibilidade de distração faz com que o aluno não obtenha a resposta desejada nas atividades propostas. O que pode ser um fator que diferencie ainda mais o ritmo de aprendizagem comparativo entre os colegas de sala.

Aqui citamos algumas abordagens que são voltadas para o desenvolvimento:

D.I.R.®/ Floortime™ – Segue os interesses da criança ao mesmo tempo em que a desafia a alcançar maior domínio das capacidades sociais, emocionais e intelectuais.

ABA – Trabalha no reforço dos comportamentos positivos.

Son-Rise Program® (SRP) – Privilegia a relação em detrimento do tratamento.

“Toda criança traz consigo o potencial para ser uma ótima criança. O nosso trabalho é criar um ambiente onde esse potencial possa expandir.”

Dr. Stanley Greenspan

Com essa provocação do Dr. Stanley Greenspan, psiquiatra e um dos criadores do método D.I.R.®/ Floortime™, ficamos com o questionamento: 

O que podemos fazer para criar o melhor ambiente para as crianças ao nosso redor, e, em especial, para todos que estão dentro do espectro.

Deixe aqui nos comentários a sua opinião.

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Inspire-se e entenda mais sobre empregabilidade com Maykson Assunção

Nosso segundo convidado tem muito carisma e a admiração de seus alunos

Maykson Assunção é o convidado do nosso segundo episódio do Podcast do Busca Especial. Ele conversou sobre vários assuntos que percorreram e percorrem a sua vida, como liderança, propósito, inspirações, voluntariado e empregabilidade. Além disso, também mencionou sobre o Coletivo Jovem, que tem o objetivo de empoderar e inspirar jovens de diferentes comunidades no Brasil. No episódio falamos especialmente da Região Metropolitana do Recife.

Estar conectado a pessoas te leva às oportunidades, na verdade. Então é interessante que você esteja realmente, de fato, disponível, aberto e com força de vontade.

Maykson Assunção – Educador social sênior do projeto Coletivo Jovem e mobilizador do projeto Recode (Microsoft)

Maykson falou a respeito de como funcionam as atividades empregadas dentro da sala de aula com esses jovens. Não trabalham somente a questão das habilidades técnicas, mas também a comportamental. Existem muitas dinâmicas oferecidas para que eles possam refletir sobre si mesmos e sobre o outro. Racismo, feminismo e empreendedorismo fazem parte desses temas que colaboram com esse desenvolvimento pessoal e profissional de cada um.

Acrescentando a isso, também refletiu-se sobre a empregabilidade entre os jovens no Brasil, principalmente na região nordeste. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego entre os jovens chegou a 27,1% no primeiro trimestre de 2020. Com isso, Maykson deu sua opinião a respeito do impacto que uma boa preparação para o mercado de trabalho pode causar na vida de um jovem. E muitos vão até além: chegam a abrir o negócio que tanto sonharam.

Então convido você a ouvir o podcast e compartilhá-lo com alguém que você sabe que precisa desse conteúdo.

Confira a Transcrição abaixo.
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#2 Empregabilidade – com Maykson Assunção

A educação pode transformar a vida das pessoas

Se cada cabeça é um mundo, que tal transformar vários mundos através da educação? Admiramos o trabalho dos educadores e queremos trazer um pouco de suas experiências para o podcast. Foi com muito carinho que Maykson Assunção, educador social sênior do projeto Coletivo Jovem e mobilizador do projeto Recode da Microsoft, aceitou o nosso convite e compartilhou conosco um pouco de sua trajetória.

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

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Para ler o episódio, confira a transcrição abaixo.
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Combater o Bullying Salva Vidas #ÉDAMINHACONTA

Você sabia que o dia 7 de abril é o dia nacional do combate ao bullying e a violência na escola? A lei foi sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff no dia 29 de abril de 2016. Antes disso, o projeto de Lei que deu origem à norma foi aprovado simbolicamente pela câmara de deputados no dia 7 de abril de 2016, exatamente cinco anos depois do massacre de Realengo.

A escola não é um ambiente fácil. Muitas crianças e jovens com criações e costumes diferentes compartilham o dia a dia, de início com uma única coisa em comum: o conhecimento. Mesmo com tantas diferenças expostas, afinidades são construídas, grupos são formados, e o diferente que não se encaixa nos padrões tende a ficar de fora e acaba muitas vezes sendo tratado como uma peça de lego defeituosa que não se encaixa nas demais.

A palavra bullying, em inglês, é um substantivo derivado do verbo bully, que significa “machucar ou ameaçar alguém mais fraco para forçá-lo a fazer algo que não quer”. No Brasil, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa indica a palavra “bulir” como equivalente a “mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros”

•Entendendo o que é bullying:

O bullying é uma violência silenciosa e quieta, mas nunca sem intenção de ferir. Mascarada muitas vezes por um tom de brincadeira, o bullying atinge a vítima de forma avassaladora, causando medo, pânico, danos físicos e psicológicos à vítima.


Na era virtual, o bullying não acontece só no ambiente escolar, e, a violência é levada às redes sociais, onde outras pessoas, pessoas essas que por sua vez não tem contato com a vítima, mas por achar a situação engraçada acaba compactuando com os agressores, levando a violência à um nível maior e mais difícil de ser controlado

•Como prevenir o bullying nas escolas:

  • Incentivando a diversidade
  • Com empoderamento dos alunos
  • Respeitando as diferenças
  • Através de debates e campanhas de conscientização

A solidariedade, a diversidade, o comportamento ético e o respeito devem ser estimulados sendo temas de trabalhos em grupo e exercícios. Os educadores devem incentivar a empatia em toda e qualquer tarefa e o ambiente deve favorecer a comunicação entre todos os alunos. Também é importante que a escola crie campanhas que incentivem a denúncia e proponha encontros para discutir assuntos como: desrespeito, agressão e bullying.

Cyberbullying

Na internet, o jovem agressor pode ganhar anonimato e uma grande plateia e por isso se sente mais forte. De qualquer maneira, proibir o uso da internet na escola não é uma solução, pois os atos ainda podem ser praticados fora dela.

É importante conscientizar os alunos e orientá-los quanto aos bons e maus usos da internet, sugerir atividades educativas na rede e mostrar as possíveis consequências de práticas perigosas. Bate-papos descontraídos sobre as relações interpessoais na rede, com conselhos e direcionamentos para casos de implicância de colegas também são uma alternativa.

•Como identificar os casos de agressões 

No contexto escolar, esta prática pode ser definida como uma sequência de agressões intencionais:

Agressões físicas ou verbais realizadas por um ou mais alunos contra um colega. Diferentemente de um conflito isolado, o bullying é repetitivo e carrega a possibilidade de danos psicológicos em sua atuação. Mesmo uma fofoca de mal gosto pode tornar-se bullying.

•Identifique o agressor:

•Comportamento provocador
•Impressão de autoconfiança
•Pode ter popularidade entre os colegas
•Às vezes, sua relação familiar é pouco afetiva ou apresenta uma rotina de constante pressão para a realização de atividades, seja na escola ou em casa.

•Identifique a vítima:

•Costumam ser tímidas e menos confiantes.
•Carregam características consideradas distintas pelos demais, sejam estas: Diferenças físicas,nomes incomuns.
•Comportamento diferenciado ou quaisquer outras condições.

•O trabalho da escola no combate ao bullying:

A coordenação e o corpo docente devem estar atentos aos menores sinais, a fim de evitar situações de agressão. Para identificar alunos que possam sofrer este tipo de abuso, pode-se observar a recusa em ir à escola e repentinas demonstrações de irritação, baixa autoestima, pouca socialização com os colegas, medo e vergonha excessivos, queda no rendimento escolar e alterações do sono ou apetite.

Campanha de Conscientização

Em 7 de abril de 2019, Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, a SaferNet e a UNICEF lançaram uma campanha de conscientização pelo combate ao bullying focada em jovens e adolescentes. “Acabar com o bullying #édaminhaconta” foi desenvolvida em parceria com Facebook e Instagram. A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a prática de bullying e a violência nas escolas. E também no ambiente virtual.



Calar-se em situações de violência é compactuar com o que está sendo praticado. A campanha da SaferNet e da UNICEF tentam despertar a empatia para que o bullying não passe despercebido e mostra que é necessário sim interferir e que essa interferência salva vidas.

O bullying é muito comum durante a infância e a adolescência, é necessário que haja comprometimento das escolas no combate a essa violência. A instituição precisa envolver os alunos em debates sobre diversidade e aceitação, os pais precisam ser acolhidos para estarem a par do engajamento da escola no combate e prevenção, tanto para que possam identificar algum sinal de que o filho está sofrendo ou praticando. O papel dos pais nessa luta é tão fundamental quanto o da escola, uma vez que muitos pais podem entender a prática como uma brincadeira de criança, ou uma bobagem. O bullying é uma forma real de violência e com as redes sociais ele se faz cada vez mais presente na vida dos jovens, o combate precisa ser feito, mas não só hoje e sim todos os dias.

Podcast

#Faixa Bônus – Como começou o Busca Especial?

Nosso podcast acaba de começar, mas a vontade de tornar esse um mundo melhor é antiga

Como você já sabe, o Busca Especial agora tem seu próprio podcast! E com ele pretendemos trazer uma série de informações relevantes sobre o universo da educação e da psicologia.

E, para situar você daquilo que o Busca Especial pretende abordar nessa primeira temporada, elaboramos um episódio introdutório contando um pouco da nossa história, do nosso propósito e sobre quais assuntos iremos tratar durante essa trajetória.

Você pode ouvi-lo aqui:

Confira a transcrição abaixo

Com mais de 30 anos de experiência na área de psicologia, especialista em psicologia clínica e psicopedagogia, diretora técnica do Busca Especial, Ivalda Marinho foi nossa primeira convidada.

Uma verdade só é acreditada quando a pessoa diz que reconhece como verdade

Ivalda Marinho

Dentre os assuntos abordados no podcast, destacamos duas questões: as mudanças na aplicação e na forma como são vistos os testes vocacionais atualmente e a lei que institui a presença dos serviços de psicologia na rede pública de educação básica.

Antes, por exemplo, o aluno fazia um teste que era voltado mais para sua personalidade, com o resultado dele, sua vida profissional praticamente estava traçada, mas a orientação vocacional de fato vai muito além. Essa orientação pode começar a partir do 9º ano e percorrer até o término do ensino médio. Esse é um processo que ajuda no autoconhecimento do aluno e a pensar sobre carreira de maneira que ela seja construída ao longo do tempo.

Outra questão levada em consideração foi a lei número 13.935/19 disponibilizada abaixo.  Em resumo, essa lei exige que as escolas públicas passem a ter serviço social e de psicologia. Ivalda refletiu sobre isso e compartilhou um pouco da sua visão acerca daquilo que acha interessante ser feito.

Art. 1º As redes públicas de educação básica contarão com serviços de psicologia e de serviço social para atender às necessidades e prioridades definidas pelas políticas de educação, por meio de equipes multiprofissionais.

§ 1º As equipes multiprofissionais deverão desenvolver ações para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, com a participação da comunidade escolar, atuando na mediação das relações sociais e institucionais.

§ 2º O trabalho da equipe multiprofissional deverá considerar o projeto político-pedagógico das redes públicas de educação básica e dos seus estabelecimentos de ensino.

Mas, além disso, também houveram outros assuntos importantíssimos tratados nesse primeiro episódio. Então convido você a escutar e compartilhá-lo com alguém que irá se identificar.

Confira a transcrição abaixo