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SESSÃO DE ARQUITETURA ACESSÍVEL: O TURISMO E(M) CIDADES ACESSÍVEIS

Olá!! Esperamos que essas últimas semanas tenham sido bastante produtivas e que estejam preparados para a época de férias, em que o tão querido descanso se aproxima nesses meses de junho e julho! 

O Busca Especial volta ao blog essa semana com mais um post da Sessão de Arquitetura Acessível e trouxemos algumas dicas de cidades que oferecem acessibilidade com qualidade e com isso se tornam mais atrativas para o turismo.

Neste quadro já apresentamos as normas que espaços públicos e privados devem seguir para garantir a acessibilidade, você pode ver algumas dessas postagens AQUI!

Infelizmente, apesar de estarmos em época de férias, não é o momento de viajar, mas você pode deixar essa postagem nos seus favoritos para não esquecer de visitar após esses tempos turbulentos. E vamos às cidades que valem a pena visitar e que vão estar preparadas para te receber:

  1. UBERLÂNDIA/MG

A cidade de Uberlândia está localizada no estado de Minas Gerais, na região Sudeste, e está presente na lista de 100 destinos de inclusão realizada pela ONU. Essa cidade é realmente referência ao falar de acessibilidade.

É super importante garantir a acessibilidade dos visitantes, mas mais ainda, é garantir a acessibilidade de seus próprios habitantes. E dentre os diversos projetos disponíveis por lá, a prefeitura oferece atendimento à pessoas com mobilidade reduzida que não possuem condições de utilizar o sistema de transporte tradicional, mesmo que adaptado, através do programa Porta a Porta (imagem abaixo), onde vans adaptadas buscam seus usuários em seus lares e os levam para escola, cursos, hospitais e locais de cultura e lazer. 

De transporte público equipado com elevadores à calçadas projetadas adequadamente com piso tátil e rampas, a cidade esbanja excelente planejamento através do Departamento de Acessibilidade do município que avalia se as obras de uso público estão sendo projetadas visando garantir a acessibilidade de um grande grupo de usuários.

Mas além de usufruir de todos os direitos básicos, a cidade ainda conta com um Mapa de Turismo Acessível online (imagem abaixo), disponibilizado pela prefeitura e realizado em parceria com a população.

Este mapa expõe informações sobre “…hospedagem, gastronomia, cultura, entretenimento e esporte…”. Até fevereiro de 2020 (data da matéria) já haviam 50 pontos marcados, sendo 27 sobre hospedagens que traziam também o nível de acessibilidade apresentado pelo hotel.

Quanto a esses níveis, isso é assunto para outra sessão! 😉

  1. FORTALEZA/CE 

Quem não gosta de uma cidade litorânea, não é mesmo?! E nesse momento você deve estar se perguntando: “é possível garantir a acessibilidade em praias?” E a resposta é: 

CLARO QUE SIM!

Além do calçadão projetado adequadamente, atualmente, existem projetos atrelados às prefeituras que têm o intuito de oferecer meios físicos para que pessoas com mobilidade reduzida possam ter seu momento de lazer até em ambientes que parecem muito difíceis.

O projeto que se encontra na cidade de Fortaleza se chama Projeto Praia Acessível (imagem abaixo). 

E esse projeto é composto por fisioterapeutas ou estudantes que através de equipamentos, conseguem oferecer um momento de lazer à essas pessoas. Além dos equipamentos que permitem a entrada no mar, eles realizam atividades como o frescobol e o voleibol adaptado, fornecendo assim mais opções de lazer ao público. 

O Projeto Praia Acessível também está nas cidades de Vitória/ES, Santos/SP, Guarujá/SP, Luís Correia/PI, Itanhaém/SP e entre outras. E se você é de Pernambuco, você pode encontrar um programa similar, chamado Praia sem Barreiras, nas praias de Porto de Galinhas – Ipojuca e na Praia de Boa Viagem – Recife! Você ainda pode conferir mais cidades que possuem programas similares nas praias neste LINK!

  1. FOZ DO IGUAÇU/PR

Não sei vocês, mas a gente adora uma curiosidade… e falando em curiosidade, vocês sabiam que a cidade de Foz do Iguaçu foi uma das cidades pioneiras no turismo inclusivo? 

A cidade possui vagas destinadas a idosos e pessoas com mobilidade reduzida, rampas e piso tátil nas vias urbanas. E além disso, a cidade que realiza a fronteira do Brasil com o Paraguai e Argentina, abriga um Parque Nacional, onde você pode conhecer as Cataratas com todo o auxílio necessário para aproveitar o passeio. 

Você ainda pode conhecer a Trilha do Poço Preto, o Macuco Safari e o Espaço Naipi. E em todos esses destinos, será possível aproveitar com a acessibilidade necessária sendo garantida por todo o passeio.

É tão bom saber que será muito bem recebido ao chegar em tal cidade escolhida com tanto carinho para passar seu precioso tempo de descanso, não é?! Além dessas cidades, existem muitas outras que são referência em acessibilidade, então quem sabe a gente não traz uma parte 2 para esse post e assim a lista de possibilidades vai aumentando!

Se você já visitou alguma dessas cidades, deixe aqui nos comentários como foi a sua experiência por lá. E se você conhece alguma cidade que também possa ser exemplo, compartilhe com a gente, quem sabe ela aparece por aqui!!

Esperamos que tenha gostado e enquanto espera o próximo post da Sessão de Arquitetura Acessível, acesse o nosso blog, confira nossas últimas postagens e se mantenha conectado ao nosso instagram!!

FONTES:

 8 cidades com turismo acessível para pessoas com deficiência (freedom.ind.br)

6 cidades exemplos em acessibilidade para PCDs | Summit Mobilidade (estadao.com.br)

Acessibilidade Urbana: 5 cidades acessíveis no Brasil para você viajar! | Inclusão e Acessibilidade por Suelén Almeída (viajecomacessibilidade.com.br)

Gratuidade e benefícios – Portal da Prefeitura de Uberlândia (uberlandia.mg.gov.br)

As praias com acessibilidade para cadeirantes no Brasil (temporadalivre.com)

IMAGENS: 

Razões para conhecer as Cataratas Argentina (comboiguassu.com.br)

Turismo em Fortaleza – Jornal do Commercio (uol.com.br)

‘Mapa do Turismo Acessível’ está aberto a colaborações – Portal da Prefeitura de Uberlândia (uberlandia.mg.gov.br)

Macuco Safari prioriza acessibilidade. Foz do Iguaçu sem barreiras. (ricardoshimosakai.com.br)

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Sessão de Arquitetura Acessível: Organização da Casa

por Beatriz Terra e Bárbara Pacífico

Sejam muito bem-vindos a mais uma publicação da Sessão de Arquitetura Acessível! Se você ainda não conhece, nessa sessão do blog apresentamos todos os assuntos relacionados à arquitetura visando ajudar você a adaptar a sua casa do jeito que você precisa e trazemos também muitas informações relevantes, afinal conhecimento nunca é demais! E essa semana, viemos trazer pra vocês alguns métodos de organização e destacar a importância de desenvolver essa característica tão exigida na vida…

A organização é capaz de desenvolver muitas das características da personalidade dos seres, observando que as expressões pessoais estão expostas no ambiente do lar. Barone e Gomes (apud Felippe, 2010), afirmam que “A casa como habitação é uma projeção do homem que vive no mundo, que existe no mundo, traz também o reflexo da sua personalidade. Satisfazendo assim, as necessidades fisiológicas e psicológicas do indivíduo”.

De acordo com Carvalho et al (2011), a psicologia estuda essa área através da psicologia ambiental, que consiste num conhecimento multidimensional que agrega o meio físico em que se vive, associando-o a condições sociais, econômicas, políticas, culturais e psíquicas de um determinado contexto. 

Tudo e todos fazem parte do ambiente, todas as alterações sofridas o modificam. Isso implica dizer que a configuração possibilita mudanças de comportamentos. Essa constatação pode ser observada quando falamos sobre a pandemia. Em um momento em que precisamos nos isolar e ficar em casa, a casa ganhou muito espaço para discussões, tendo em vista que quanto mais tempo se passa dentro de um espaço, este passa a nos influenciar psicologicamente.

É por isso que todo espaço, principalmente o nosso lar, deve ser pensado relacionando questões arquitetônicas e psicológicas. E essas questões vêm sendo sempre destacadas em todas as publicações aqui da sessão. As normas existem para que espaços públicos possam atender à maior diversidade de pessoas possíveis, considerando também que para cada tipo de usuário e serviço, o ambiente deve se apresentar de uma forma, considerando cores e objetos, pois tudo e todos possuem influência sobre nós.

O cenário de pandemia possibilitou novos olhares em volta da casa e sua perspectiva de organização, onde o espaço vai além do estético e precisa constantemente ser funcional. Carvalho et al (2011), promove que o lar tem a ideia de “um lugar a habitar, a conhecer, a cuidar, isto é, nosso ambiente cotidiano com seus componentes socioculturais […]”. A maior frequência em casa, possibilitou questões frente aos desafios de organização e do comportamento…

Carvalho (2011), afirma que a organização oferece suporte para diversas formas de organização social, pois faz direta comunicação com usuários, facilitando ou dificultando as atividades, simbolizando a intenção e valor das pessoas. Além disso, a organização da casa pode ser ampliada em diversos aspectos, tais como: conforto, identidade, motivação e autonomia. A organização é determinada e dirigida de acordo com um contexto, de uma forma significativa para a pessoa, expondo suas significações e expressões.

MÉTODOS DE ORGANIZAÇÃO

Existem alguns meios de se garantir uma boa organização, você pode começar organizando a sua semana e/ou o seu dia, estabelecendo horários para a realização de certas atividades. Através desse exercício, será possível criar um hábito de organização que poderá ser colocado em prática também no ambiente em que se vive.

Uma excelente referência de método para organização é o método Feng Shui, que busca organizar o espaço também na área energética, pois considera que cada objeto possui e transmite uma energia. Sendo assim, acredita-se que cada ambiente deve ser composto apenas por aquilo que se faz necessário, caso contrário, haverá um acúmulo de energia espacial que acaba por atrapalhar o decorrer do dia a dia.

  • Feng Shui

Primeiramente, é importante saber que existem vários tipos de Feng Shui, dentre eles: escola do chapéu negro, dos elementos e da forma; bússola; e radiestesia. Cada tipo aborda o método através de uma técnica. A escola do chapéu negro faz uso do baguá, um mapa de oito lados que divide a vida em 9 nichos. 

Tipos de Baguás

Cada nicho especifica um elemento (escola dos elementos), uma forma (escola da forma), uma direção da rosa dos ventos (bússola), uma cor, uma planta e/ou uma pedra que possa compor o ambiente de acordo com a área da vida a qual se deseja investir. A radiestesia, no entanto, faz o uso de ferramentas gráficos, chumbos, cobre e Mesa Radiônica Quântica. Essa técnica é usada para captar ou transmitir a energia de algum objeto.

  • Nichos: sucesso, relacionamento, criatividade, amigos, trabalho, espiritualidade, família e prosperidade.

É importante frisar que cada baguá possui alguma nomenclatura diferente, assim como suas especificações, e você pode escolher o baguá que seja mais possível de ser usado. Além disso, separamos algumas dicas de como colocar o Feng Shui em prática de forma rápida:

  1. Evite colocar objetos na entrada de casa, pois é preciso espaço para que a energia flua.
  2. Mantenha a porta do banheiro e a tampa do vaso sanitário fechadas, evitando que as energias que foram descartadas não contaminem os outros ambientes.
  3. Uma fonte de água corrente pode atrair prosperidade, criatividade e dinheiro.
  4. Evite colocar objetos pesados acima da cama e espelho como cabeceira da mesma.
  5. Em qualquer ambiente, deixe apenas o essencial à vista.
  6. Posicione mesa de escritório e cama de forma que possa ver a porta.

Além do Feng Shui, uma especialista em organização pessoal viralizou nos últimos anos após criar o Método KonMari que dá dicas de organização. Marie Kondo lançou dois livros (1 e 2) e também ganhou uma série no streaming da Netflix.

  • KonMari

Esse método gira em torno de sentimentos e sua decisão deve ser tomada a partir da pergunta: “Isso me faz feliz?” Se sim, mantenha. Se não, já sabe o que fazer…

O método, além de ser aplicado em casa, pode ser aplicado no trabalho, ajudando a priorizar as atividades a serem realizadas e assim, conseguir organizar melhor o tempo que possui. Assim, haverá mais produtividade no seu dia a dia, visto que não perderá tempo com o que não é necessário. É muito importante também que você se sinta bem no ambiente em que trabalha, pois só assim se sentirá ainda mais inspirada (o) a se dedicar ainda mais.

Além dessas dicas, Marie Kondo ensina como dobrar e organizar as roupas e os objetos de forma que tenha um fácil acesso e que não seja bagunçado tão facilmente assim.

  1.  Mantenha seu ambiente limpo.
  2. Categorize e otimize os itens.
  3. Esteja sempre atento ao que sente ao usar uma roupa, ao trabalhar em um ambiente, ao ver algum objeto, pois não é saudável ter energias negativas à sua volta.
  4. Adeque funções: se não trouxer felicidade, mas for necessário, reveja sua função.
  5. Tenha gratidão por tudo que já te foi útil e que após sua análise, não é mais.

É claro que existem diversos outros métodos para serem aplicados na organização. Esperamos que esse post tenha sido útil para você e sinta-se livre para escolher a técnica que sentir que vai te beneficiar e aproveite! Se você tiver mais alguma indicação a fazer ou uma dica, deixe aqui nos comentários!!

INDICAÇÕES

https://ifrs.edu.br/ibiruba/wp-content/uploads/sites/4/2020/06/Como-organizar-a-rotina-na-quarentena.pdf

série: Ordem na Casa com Marie Kondo (Netflix)

série: The Home Edit (Netflix)

programa de tv: Santa Ajuda (GNT)

livro: A mágica da arrumação e Isso traz alegria, de Marie Kondo.

Referências 

CAVALCANTE, Sylvia; ELALI, Gleice A. (org.). Temas básicos em psicologia ambiental. Rio de Janeiro: Vozes, 2011. 218 p.

BARONE, A. C. M.; GOMES, G. F. M. Arquitetura e Psicologia: A Importância do Espaço Físico no Acolhimento Institucional Temporário para Crianças e Adolescentes.

Feng Shui: O que é e dicas simples para inseri-lo em sua casa – Cuidaí (cuidai.com.br)

8 princípios do Feng Shui fáceis de seguir em uma casa moderna | CASA.COM.BR (abril.com.br)

Método Konmari: como aplicá-lo no trabalho e na carreira (digilandia.io)

Arquitetura, Uncategorized

Sessão Arquitetura Acessível: A Influência de Ambientes no Dia a Dia de Autistas

Há muito tempo existem diversos estudos sobre a influência que cores e espaços têm sobre os humanos. Mas através da pandemia, conforme passamos mais tempo em casa, temos a certeza do quanto isso é verdade.

Na arquitetura e urbanismo e no design de interiores sempre foi preciso que se pensasse no desenho para o cliente em específico. Isso se dá porque o ambiente precisa servir ao usuário sem que este não precise se adaptar a ele.

Este assunto está muito ligado principalmente ao Desenho Universal, assunto da nossa última Sessão de Arquitetura Acessível, se você não viu, clica AQUI! Então a partir disso, já é sabido que ambiente direcionado às crianças precisa ser projetado com tamanhos ideais para crianças e espaço para adultos, com tamanhos ideais para adultos. Mas além disso, as cores precisam ser escolhidas de acordo com as intenções de cada espaço. 

Portanto, esses aspectos devem ser considerados também, com ainda mais estudos, em ambientes para pessoas que possuem algum transtorno, como é o exemplo do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

CONTEXTUALIZAÇÃO – TRANSTORNO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Acredita-se que o transtorno representa um conjunto de síndromes. Essas síndromes afetam diretamente na comunicação e em suas habilidades (GAUDERER, 1993) e se manifestam de diferentes formas: podem falar sozinhas por muito tempo e não manter nenhum diálogo; podem ser insensíveis à dor; cinco sentidos muito aguçados; e entre outros sinais (MORAIS, 2012). É importante frisar, no entanto, que estes sinais não se manifestam obrigatoriamente em todos os autistas.

Já falamos no instagram do Busca Especial sobre a importância do diagnóstico precoce do TEA. Se você ainda não viu, por favor, clique AQUI!  E se ainda não segue a gente, aproveita e já siga! 😉

Através do diagnóstico precoce, os tratamentos podem ter resultados mais positivos e ajudar no desenvolvimento da criança. A escola também tem um grande papel no desenvolvimento da criança e não é diferente para com as crianças autistas. Entretanto, são poucas as escolas que se encontram preparadas atualmente para receber adequadamente este público.

Como mencionado anteriormente, devido aos 5 sentidos aguçados, é necessário que os ambientes sejam projetados considerando maneiras que venham a ajudar no dia a dia dos autistas. E se você sente que o seu lar está precisando ser adaptado, ao fim deste artigo separamos algumas dicas que podem ser colocadas em prática para melhorar o desenvolvimento do autista dentro de casa.

  • ACÚSTICA IDEAL

Para que a audição seja protegida, é preciso que a acústica dos ambientes sejam tratadas com atenção visando o mínimo de ruídos internos, externos, eco e reverberação (VERGARA, TRONCOSO, RODRIGUES, 2018).

Os materiais mais indicados para isolamento acústico interno são a madeira, cortiças e pisos emborrachados. Para o isolamento acústico externo, recomenda-se “o uso de paredes em alvenaria com uso de argamassa termoacústica ou divisórias duplas, com preenchimento interno para o isolamento acústico (LAUREANO, 2017).” (NAYADE, 2020).

  • ILUMINAÇÃO IDEAL

Os tipos de iluminação mais adequados para quem possui hipersensibilidade à luz são as lâmpadas halógenas, incandescentes e de LED, além da iluminação natural, é claro.

  • CONFORTO TÉRMICO IDEAL

É preciso priorizar a ventilação natural da edificação, entretanto, caso isso não seja possível, existe a possibilidade de se resolver com a ventilação artificial, entretanto o mais indicado seria o uso de eletrônico silencioso, como o ar condicionado.

  • DECORAÇÃO IDEAL

A posição dos móveis nos ambientes precisa estar de uma forma que não funcione como obstáculo e que possa permitir a movimentação do autista de forma independente. Conforme dito anteriormente, cada ambiente possui uma função e objetivo, e cada um deve ser decorado de forma a atingir este objetivo. 

Em conjunto com os móveis, as cores também possuem um papel muito importante na decoração. De acordo com o projeto, os ambientes podem acabar trazendo sensações para os usuários. Essas sensações variam de estresse à calmaria, felicidade, tristeza e a intenção é que os ambientes projetados para autistas sejam o mais calmo e simples possíveis.

As cores a serem evitadas de forma excessiva são as cores consideradas mais vibrantes e estimulantes (EVONLINE, 2015), como: vermelho, amarelo e laranja.

DICAS DE ADAPTAÇÃO

É importante saber que um Terapeuta Ocupacional especializado em Integração Sensorial vai poder te ajudar analisando o espaço que você já possui para que ele possa ser adaptado da melhor forma a partir da análise do que mais incomoda o paciente. Porém, vamos pontuar algumas medidas simples que podem ser tomadas, encontradas no blog Inspirados pelo Autismo, além das já mencionadas, e que já podem ajudar significativamente.

  1. Simplifique: os autistas são facilmente distraídos, portanto é importante que os estímulos sejam simplificados, limite a quantidade de sons, cheiros, texturas e sensações; em um ambiente em que ele(a) passe a maior parte do tempo, considere setorizar as áreas em que se deseja passar cada tipo de sensação.
  1. Paredes Limpas: evite usar quadros ou cartazes que não estejam atrelados às atividades que serão realizadas; prateleiras podem ajudar muito a armazenar objetos, e assim se pode ter um ambiente mais livre, sem obstáculos; 
  1. Móveis Úteis e Duradouros: é importante que se mantenha no quarto apenas o que for funcional e caso exista algum espaço a ser preenchido, este pode ser usado para abrigar equipamentos que venham a ajudar no desenvolvimento do autista, como: bolas de fisioterapia, rede ou balanço, mesa para atividades e interação.
  1. Espelhos: o espelho pode ser um grande aliado no desenvolvimento, este permite que o autista tenha maior consciência corporal; é importante observar a reação dele em relação ao objeto.
  1. Quadros de Rotina: com a visão clara do que será feito no dia ou na semana, a pessoa pode se sentir mais segura com a atividade que está por vir; considere representar as atividades com fotos ou desenhos, além da escrita.

Por mais que nesses tempos de pandemia e quarentena todos nós tivemos que nos adaptar, é importante frisar que nenhuma dessas adaptações substituem o tratamento e as terapias das quais a pessoa que possui TEA necessita. Por isso, é importante não suspender as terapias, mas procurar fazê-las de maneira mais segura e com constância, mesmo que à distância.

E essa foi mais uma Sessão Arquitetura Acessível do Busca Especial!

Agradecemos que você nos tenha acompanhado até aqui e esperamos que tenha gostado e que tenha ajudado! Se você conhece alguém que goste do assunto ou que este artigo possa vir a ajudar, compartilhe! 😀

*Para ajudar na elaboração deste artigo, foi utilizado o trabalho de conclusão de curso de Arquitetura e Urbanismo de Brunna Nayade que teve como tema um Anteprojeto Arquitetônico de Creche Pública Inclusiva para Crianças com Transtorno do Espectro Austista, em Boa Viagem, Recife/PE.