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#3 Protagonismo Jovem – com Abigail Souza

Os jovens são o futuro do mundo, mas, também são o presente

Já parou para pensar no quanto as suas atitudes impactam o futuro de outras pessoas? No terceiro episódio do nosso podcast entrevistamos Abigail Souza, jovem de 24 anos que já tem um currículo extenso e um propósito de impactar positivamente a vida de outras pessoas através da educação e do empreendedorismo social. Desde criança espelhou-se em sua mãe para conquistar seus objetivos, aos 7 anos já começava a se interessar pela área de empreendedorismo e, durante o ensino médio, encantou-se por tecnologia. Algumas das atividades que já desempenhou ao longo da carreira são nas áreas de gestão de pessoas, gestão de projetos, planejamento estratégico, metodologias ágeis e liderança. Ela já trabalhou em organizações como a AIESEC e também já participou de programas como a Campus Party Brasil.

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

Siga @abigasouza e no Instagram siga o @buscaespecial para ficar por dentro das novidades!

Escute agora o episódio por aqui 👇

Para ler o episódio, confira a transcrição abaixo.

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Autismo e a escola: a importância da educação inclusiva

O Autismo é um assunto que o Busca Especial tem muito carinho, destacando  a necessidade e a importância de ser comentado e debatido. Como o dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), tanto nas nossas redes sociais quanto aqui no blog escolhemos abordar alguns temas relacionados ao assunto.

Neste post serão os seguintes pontos:

  • O que é o autismo?
  • Autismo e o contexto escolar
  • O que é uma educação inclusiva?
  • Parceria Família e Escola
  • Aprendizado pedagógico e autismo

O que é o autismo?

“O Transtorno de Espectro Autista (TEA) se caracteriza por dificuldades de comunicação e interação social e a presença de comportamentos neurotípicos como ações repetitivas ou restritas. Entretanto, esses traços, apesar de serem percebidos, possuem gravidade variável.”

Publicação Busca Especial

Justamente por essa variedade de comportamentos, foi adotado o termo espectro. Então, como todos nós que temos nossa singularidade, pessoas que estão diagnosticadas dentro do espectro não podem ser rotuladas, mas devem ser compreendidas e respeitadas em suas individualidades.

Autismo no contexto escolar

As atividades realizadas na primeira infância são de grande importância para o desenvolvimento da criança. Na fase escolar, o aprendizado fica ainda mais intenso. Para alguns alunos que estão no espectro o desafio pode ser ainda maior pelas dificuldades comportamentais, de comunicação e socialização.

No artigo do Instituto NeuroSaber sobre o desafio da inclusão do autismo no âmbito escolar, é levantado o ponto da individualidade de cada criança no qual o professor e toda a equipe só vão entender quais são as melhores abordagens durante a rotina escolar e com a prática pedagógica.

O que é uma educação inclusiva?

Educação inclusiva é o real esforço para a adaptação do ambiente escolar de acordo com as necessidades de cada aluno, para que assim seja garantido, além do aprendizado, o cumprimento do que está presente na lei e reforçado na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

“As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;”

Art. 24, 2, alínea d, do Decreto n° 6.949, de 25 de agosto de 2009

Esse apoio necessário, pode incluir a presença de um acompanhante ou cuidador escolar que ficará responsável por acompanhar o aluno com mais exclusividade, atividade que o professor não consegue fazer em uma sala com vários alunos. Apesar de ser garantido por lei, na prática, nem sempre acontece como alguns relatos que coletamos de familiares.

“A Escola é um novo meio para a criança. Além do ensino, a socialização tem um papel preponderante. O tempo que Kênio frequentou a escola foi muito significativo, posto que pôde conviver com diferenças tanto em termos de pessoas como de estrutura física dos lugares. No entanto, é importante ressaltar que, embora, muitos estudos tenham avançado daquela época (anos 1990 e anos 2000), ainda percebemos a dificuldade dos profissionais, dos alunos e até mesmo pais,  em relação ao trato, ensino e convivência”.

Ivalda Marinho, mãe de Kênio e psicóloga.

Parceria Família e Escola

“É importantíssima essa união entre escola, pais e o profissional que acompanha essa criança. Ao meu ver, é um trabalho multidisciplinar, sempre vai precisar um do outro, porque o que a criança aprende em casa, vai pra escola, o que a criança aprende na escola chega em casa.”

Aldair José, tio de Lucas e estudante de psicologia.

A família de Lucas (5 anos), que é apaixonado pelo ambiente escolar, ressalta a diferença que esse convívio proporciona ao aprendizado e desenvolvimento da criança. Não existe um lugar que esteja totalmente preparado para receber o aluno, mas apenas através de uma construção de forma gradativa, por meio de momentos de troca entre família, escola e equipe terapêutica. Além de um lugar de acolhimento e desenvolvimento para a criança, a escola também é um canal para difundir informação e diluir o preconceito.

Aprendizado pedagógico e autismo

No ambiente escolar, os alunos estão o tempo todo intencionalmente expostos aos estímulos adequados, de acordo com o planejamento pedagógico estabelecido. Tais estímulos são recebidos de formas diferentes por cada aluno. Para as crianças que estão dentro do espectro, a possibilidade de distração faz com que o aluno não obtenha a resposta desejada nas atividades propostas. O que pode ser um fator que diferencie ainda mais o ritmo de aprendizagem comparativo entre os colegas de sala.

Aqui citamos algumas abordagens que são voltadas para o desenvolvimento:

D.I.R.®/ Floortime™ – Segue os interesses da criança ao mesmo tempo em que a desafia a alcançar maior domínio das capacidades sociais, emocionais e intelectuais.

ABA – Trabalha no reforço dos comportamentos positivos.

Son-Rise Program® (SRP) – Privilegia a relação em detrimento do tratamento.

“Toda criança traz consigo o potencial para ser uma ótima criança. O nosso trabalho é criar um ambiente onde esse potencial possa expandir.”

Dr. Stanley Greenspan

Com essa provocação do Dr. Stanley Greenspan, psiquiatra e um dos criadores do método D.I.R.®/ Floortime™, ficamos com o questionamento: 

O que podemos fazer para criar o melhor ambiente para as crianças ao nosso redor, e, em especial, para todos que estão dentro do espectro.

Deixe aqui nos comentários a sua opinião.

Blog, Podcast

Inspire-se e entenda mais sobre empregabilidade com Maykson Assunção

Nosso segundo convidado tem muito carisma e a admiração de seus alunos

Maykson Assunção é o convidado do nosso segundo episódio do Podcast do Busca Especial. Ele conversou sobre vários assuntos que percorreram e percorrem a sua vida, como liderança, propósito, inspirações, voluntariado e empregabilidade. Além disso, também mencionou sobre o Coletivo Jovem, que tem o objetivo de empoderar e inspirar jovens de diferentes comunidades no Brasil. No episódio falamos especialmente da Região Metropolitana do Recife.

Estar conectado a pessoas te leva às oportunidades, na verdade. Então é interessante que você esteja realmente, de fato, disponível, aberto e com força de vontade.

Maykson Assunção – Educador social sênior do projeto Coletivo Jovem e mobilizador do projeto Recode (Microsoft)

Maykson falou a respeito de como funcionam as atividades empregadas dentro da sala de aula com esses jovens. Não trabalham somente a questão das habilidades técnicas, mas também a comportamental. Existem muitas dinâmicas oferecidas para que eles possam refletir sobre si mesmos e sobre o outro. Racismo, feminismo e empreendedorismo fazem parte desses temas que colaboram com esse desenvolvimento pessoal e profissional de cada um.

Acrescentando a isso, também refletiu-se sobre a empregabilidade entre os jovens no Brasil, principalmente na região nordeste. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego entre os jovens chegou a 27,1% no primeiro trimestre de 2020. Com isso, Maykson deu sua opinião a respeito do impacto que uma boa preparação para o mercado de trabalho pode causar na vida de um jovem. E muitos vão até além: chegam a abrir o negócio que tanto sonharam.

Então convido você a ouvir o podcast e compartilhá-lo com alguém que você sabe que precisa desse conteúdo.

Confira a Transcrição abaixo.
Arquitetura

Sessão Arquitetura Acessível: Desenho Universal

Olá seguidores do Busca! Nesta semana vamos dar continuidade ao quadro Sessão Arquitetura Acessível. No último post, abordamos sobre a Norma Técnica Brasileira 9050/2015 que se refere às regras e parâmetros para serem seguidos garantindo a acessibilidade em edificações. Se você não sabe do que eu tô falando, pode clicar aqui, que você será redirecionado para este post 😀

E como mencionado, o conceito de Desenho Universal também está atrelado à acessibilidade, procurando garantir a inclusão não só de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas de “(…) todas as pessoas que vivem em sociedade.” (GABRILLI, 2007) e por isso, também é assunto neste quadro.

Este conceito surgiu após a Revolução Industrial, onde se via uma produção sendo realizada em massa e sem planejamento. Nessa produção faltava uma visão direcionada para a necessidade e forma de utilização destes produtos/imóveis pelos usuários finais. 

A partir disso, diversos países se juntaram para reinventar a forma de produção, no ano de 1961. Dentre esses países estavam o Japão, os Estados Unidos e alguns países da Europa, países característicos de produção em massa. Devido a essa reunião, em Washington no ano de 1963, surgiu “(…) uma comissão com o objetivo de discutir desenhos de equipamentos, edifícios e áreas urbanas adequados à utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida”. Essa comissão se chamou Barrier Free Design.

Os principais aspectos a serem considerados na concepção de produtos ou projetos de edificações e de interiores são:

  1. Altura: da cabeça aos pés; o máximo alcance dos braços esticados; o alcance dos olhos do observador;
  2. Idade: percepção do espaço como adultos e crianças;
  3. Força/Destreza: máximo de esforço que o usuário pode aplicar para realizar alguma ação; produção específica para destros ou canhotos; e etc.

Somente em 1987, o termo Universal Design (Desenho Universal) foi criado pelo arquiteto Ron Mace, que usava cadeira de rosas e um respirador artificial. 

Arquiteto Ron Mace.

Ele então conseguiu reunir vários arquitetos e pessoas que defendiam as mesmas ideias para estabelecer princípios do conceito que podem ser seguidos para a elaboração de objetos visando sempre o acesso de uma grande massa àquele objeto e/ou espaço. Estes princípios serviriam para que pudessem ser “mundialmente adotados para qualquer programa de acessibilidade plena”. Ao todo são considerados 7 princípios, dentre eles: 

  1. Igualitário – Uso Equiparável: espaços, objetos e produtos que podem ser utilizados por pessoas com diferentes capacidades; 

EX.: Portas automáticas com sensores de presença que não exigem esforço físico dos usuários.

Desenho Universal, 2007.
  1. Adaptável  – Uso Flexível: design de produtos ou espaços que atendem pessoas com diferentes habilidades e diversas preferências, sendo adaptáveis para qualquer uso;

EX.: Computador com teclado e mouse ou com programa; e Tesoura que se adapta a destros e canhotos.

Desenho Universal, 2007.
  1. Óbvio – Uso Simples e Intuitivo: placas indicativas que facilitem o entendimento do espaço; 

EX.: Sanitários feminino e masculino e para pessoas com deficiência.

Desenho Universal, 2007.
  1. Conhecido – Informação de Fácil Percepção: mapas com informações também em alto relevo; 

EX.: Símbolos e letras em relevo, braille e sinalização auditiva.

Desenho Universal, 2007.
Desenho Universal, 2007.
  1. Seguro – Tolerante ao Erro: previsto para minimizar os riscos e possíveis conseqüências de ações acidentais involuntárias; 

EX.: Elevadores com sensores em diversas alturas.

Desenho Universal, 2007.
  1. Sem Esforço – Baixo Esforço Físico: para ser usado eficientemente, com conforto e com o mínimo de exigência de esforço físico); e 

EX.: Torneiras de sensor ou de alavanca; e Maçanetas tipo alavanca.

Desenho Universal, 2007.
Desenho Universal, 2007.
  1. Abrangente – Dimensão e Espaço para Aproximação e Uso: poltronas, cadeiras e banheiros com dimensões adequadas para obesos, cadeirantes e pessoas que estão com carrinho de bebê.

EX.: Poltronas para obesos em cinemas e teatros; Banheiros para cadeirantes ou com carrinhos de bebês.

Desenho Universal, 2007.
Desenho Universal, 2007.
  • LEGISLAÇÃO E DESENHO UNIVERSAL

É importante frisar que o conceito de Desenho Universal não surgiu em formato de lei, porém isso veio a acontecer no ano de 2004, no Brasil, a partir do Decreto Federal 5.296. No decreto há a definição do conceito como: “concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade”.

O decreto ainda enfatiza que para a sua aplicação, é necessário que os projetos tenham como “referências básicas as normas técnicas de acessibilidade da ABNT, a legislação específica e as regras contidas no Decreto(…)”.

Atrelando as regras da NBR 9050 com as propostas do conceito de Desenho Universal é possível criar ambientes inteiramente acessíveis. Tendo agora o conhecimento sobre o surgimento do conceito de acessibilidade e entendendo como ela é regida, podemos prosseguir com o nosso quadro abordando diferentes espaços acessíveis direcionados a diferentes usuários. Então fiquem atentos e aguardem pelo post da semana que vem! 

Fique atento às nossas redes sociais no Instagram e no Facebook para ficar sabendo assim que o artigo for postado. E enquanto você espera, você pode aproveitar nossos conteúdos de lá! Se você gostou do nosso conteúdo, já salva e compartilha. Agradecemos por chegar até aqui e até a próxima!

Referências:

Desenho Universal: Um Conceito Para Todos, Mara Gabrilli (2007). Disponível em:<https://www.maragabrilli.com.br/wp-content/uploads/2016/01/universal_web-1.pdf> Acesso em 11 de abril de 2021.

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#2 Empregabilidade – com Maykson Assunção

A educação pode transformar a vida das pessoas

Se cada cabeça é um mundo, que tal transformar vários mundos através da educação? Admiramos o trabalho dos educadores e queremos trazer um pouco de suas experiências para o podcast. Foi com muito carinho que Maykson Assunção, educador social sênior do projeto Coletivo Jovem e mobilizador do projeto Recode da Microsoft, aceitou o nosso convite e compartilhou conosco um pouco de sua trajetória.

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

Siga @mayksonassuncao, @institutococacolabrasil, @solarcocacola e @procrianca no Instagram @buscaespecial para ficar por dentro das novidades!

Escute agora o episódio por aqui 👇

Para ler o episódio, confira a transcrição abaixo.
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Combater o Bullying Salva Vidas #ÉDAMINHACONTA

Você sabia que o dia 7 de abril é o dia nacional do combate ao bullying e a violência na escola? A lei foi sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff no dia 29 de abril de 2016. Antes disso, o projeto de Lei que deu origem à norma foi aprovado simbolicamente pela câmara de deputados no dia 7 de abril de 2016, exatamente cinco anos depois do massacre de Realengo.

A escola não é um ambiente fácil. Muitas crianças e jovens com criações e costumes diferentes compartilham o dia a dia, de início com uma única coisa em comum: o conhecimento. Mesmo com tantas diferenças expostas, afinidades são construídas, grupos são formados, e o diferente que não se encaixa nos padrões tende a ficar de fora e acaba muitas vezes sendo tratado como uma peça de lego defeituosa que não se encaixa nas demais.

A palavra bullying, em inglês, é um substantivo derivado do verbo bully, que significa “machucar ou ameaçar alguém mais fraco para forçá-lo a fazer algo que não quer”. No Brasil, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa indica a palavra “bulir” como equivalente a “mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros”

•Entendendo o que é bullying:

O bullying é uma violência silenciosa e quieta, mas nunca sem intenção de ferir. Mascarada muitas vezes por um tom de brincadeira, o bullying atinge a vítima de forma avassaladora, causando medo, pânico, danos físicos e psicológicos à vítima.


Na era virtual, o bullying não acontece só no ambiente escolar, e, a violência é levada às redes sociais, onde outras pessoas, pessoas essas que por sua vez não tem contato com a vítima, mas por achar a situação engraçada acaba compactuando com os agressores, levando a violência à um nível maior e mais difícil de ser controlado

•Como prevenir o bullying nas escolas:

  • Incentivando a diversidade
  • Com empoderamento dos alunos
  • Respeitando as diferenças
  • Através de debates e campanhas de conscientização

A solidariedade, a diversidade, o comportamento ético e o respeito devem ser estimulados sendo temas de trabalhos em grupo e exercícios. Os educadores devem incentivar a empatia em toda e qualquer tarefa e o ambiente deve favorecer a comunicação entre todos os alunos. Também é importante que a escola crie campanhas que incentivem a denúncia e proponha encontros para discutir assuntos como: desrespeito, agressão e bullying.

Cyberbullying

Na internet, o jovem agressor pode ganhar anonimato e uma grande plateia e por isso se sente mais forte. De qualquer maneira, proibir o uso da internet na escola não é uma solução, pois os atos ainda podem ser praticados fora dela.

É importante conscientizar os alunos e orientá-los quanto aos bons e maus usos da internet, sugerir atividades educativas na rede e mostrar as possíveis consequências de práticas perigosas. Bate-papos descontraídos sobre as relações interpessoais na rede, com conselhos e direcionamentos para casos de implicância de colegas também são uma alternativa.

•Como identificar os casos de agressões 

No contexto escolar, esta prática pode ser definida como uma sequência de agressões intencionais:

Agressões físicas ou verbais realizadas por um ou mais alunos contra um colega. Diferentemente de um conflito isolado, o bullying é repetitivo e carrega a possibilidade de danos psicológicos em sua atuação. Mesmo uma fofoca de mal gosto pode tornar-se bullying.

•Identifique o agressor:

•Comportamento provocador
•Impressão de autoconfiança
•Pode ter popularidade entre os colegas
•Às vezes, sua relação familiar é pouco afetiva ou apresenta uma rotina de constante pressão para a realização de atividades, seja na escola ou em casa.

•Identifique a vítima:

•Costumam ser tímidas e menos confiantes.
•Carregam características consideradas distintas pelos demais, sejam estas: Diferenças físicas,nomes incomuns.
•Comportamento diferenciado ou quaisquer outras condições.

•O trabalho da escola no combate ao bullying:

A coordenação e o corpo docente devem estar atentos aos menores sinais, a fim de evitar situações de agressão. Para identificar alunos que possam sofrer este tipo de abuso, pode-se observar a recusa em ir à escola e repentinas demonstrações de irritação, baixa autoestima, pouca socialização com os colegas, medo e vergonha excessivos, queda no rendimento escolar e alterações do sono ou apetite.

Campanha de Conscientização

Em 7 de abril de 2019, Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, a SaferNet e a UNICEF lançaram uma campanha de conscientização pelo combate ao bullying focada em jovens e adolescentes. “Acabar com o bullying #édaminhaconta” foi desenvolvida em parceria com Facebook e Instagram. A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a prática de bullying e a violência nas escolas. E também no ambiente virtual.



Calar-se em situações de violência é compactuar com o que está sendo praticado. A campanha da SaferNet e da UNICEF tentam despertar a empatia para que o bullying não passe despercebido e mostra que é necessário sim interferir e que essa interferência salva vidas.

O bullying é muito comum durante a infância e a adolescência, é necessário que haja comprometimento das escolas no combate a essa violência. A instituição precisa envolver os alunos em debates sobre diversidade e aceitação, os pais precisam ser acolhidos para estarem a par do engajamento da escola no combate e prevenção, tanto para que possam identificar algum sinal de que o filho está sofrendo ou praticando. O papel dos pais nessa luta é tão fundamental quanto o da escola, uma vez que muitos pais podem entender a prática como uma brincadeira de criança, ou uma bobagem. O bullying é uma forma real de violência e com as redes sociais ele se faz cada vez mais presente na vida dos jovens, o combate precisa ser feito, mas não só hoje e sim todos os dias.

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#Faixa Bônus – Como começou o Busca Especial?

Nosso podcast acaba de começar, mas a vontade de tornar esse um mundo melhor é antiga

Como você já sabe, o Busca Especial agora tem seu próprio podcast! E com ele pretendemos trazer uma série de informações relevantes sobre o universo da educação e da psicologia.

E, para situar você daquilo que o Busca Especial pretende abordar nessa primeira temporada, elaboramos um episódio introdutório contando um pouco da nossa história, do nosso propósito e sobre quais assuntos iremos tratar durante essa trajetória.

Você pode ouvi-lo aqui:

Confira a transcrição abaixo

Com mais de 30 anos de experiência na área de psicologia, especialista em psicologia clínica e psicopedagogia, diretora técnica do Busca Especial, Ivalda Marinho foi nossa primeira convidada.

Uma verdade só é acreditada quando a pessoa diz que reconhece como verdade

Ivalda Marinho

Dentre os assuntos abordados no podcast, destacamos duas questões: as mudanças na aplicação e na forma como são vistos os testes vocacionais atualmente e a lei que institui a presença dos serviços de psicologia na rede pública de educação básica.

Antes, por exemplo, o aluno fazia um teste que era voltado mais para sua personalidade, com o resultado dele, sua vida profissional praticamente estava traçada, mas a orientação vocacional de fato vai muito além. Essa orientação pode começar a partir do 9º ano e percorrer até o término do ensino médio. Esse é um processo que ajuda no autoconhecimento do aluno e a pensar sobre carreira de maneira que ela seja construída ao longo do tempo.

Outra questão levada em consideração foi a lei número 13.935/19 disponibilizada abaixo.  Em resumo, essa lei exige que as escolas públicas passem a ter serviço social e de psicologia. Ivalda refletiu sobre isso e compartilhou um pouco da sua visão acerca daquilo que acha interessante ser feito.

Art. 1º As redes públicas de educação básica contarão com serviços de psicologia e de serviço social para atender às necessidades e prioridades definidas pelas políticas de educação, por meio de equipes multiprofissionais.

§ 1º As equipes multiprofissionais deverão desenvolver ações para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, com a participação da comunidade escolar, atuando na mediação das relações sociais e institucionais.

§ 2º O trabalho da equipe multiprofissional deverá considerar o projeto político-pedagógico das redes públicas de educação básica e dos seus estabelecimentos de ensino.

Mas, além disso, também houveram outros assuntos importantíssimos tratados nesse primeiro episódio. Então convido você a escutar e compartilhá-lo com alguém que irá se identificar.

Confira a transcrição abaixo
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#1 Psicologia com Propósito – Ivalda Marinho

Inauguramos o nosso podcast no melhor estilo!

Ivalda Marinho, Sócia Fundadora, Diretora Técnica e psicóloga do Busca Especial conversou sobre a atuação na Clínica de Psicologia e sobre a trajetória desde a descoberta de sua vocação.

Ela, que sempre foi uma profissional dedicada e estudiosa, compartilhou conosco muitas histórias e conhecimentos sobre a áreas da psicologia escolar e educacional. Falamos sobre a atuação do profissional de psicologia no ambiente escolar e sobre o quanto os professores são seus grandes aliados! Lembramos de histórias de sua faculdade e de sua atuação no Instituto Federal de Pernambuco, lugar que ela tem bastante carinho até hoje.

O projeto inicial do Busca Especial permitiu a ela abrir caminhos e também navegar por um outro horizonte que é a psicologia no ambiente do consultório, mais reservado e calmo, onde ela estabelece uma relação diferenciada com seus atendidos. Vida longa aos novos caminhos!

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

Siga @ivaldamar e o @buscaespecial no Instagram para ficar por dentro das novidades!

Escute agora o episódio no Spotify ou no Anchor!

Episódio 6 – Xadrez é Vida – Apresentando Kênio Menezes Busca Especial – Psicologia e Educação

Qual impacto o esporte tem na sua vida? 😀 Kênio Menezes sempre foi um apaixonado por xadrez. Durante a adolescência foi campeão de xadrez no Colégio de Aplicação, também foi professor de xadrez da Associação Atlética do Banco do Brasil e hoje é técnico do time de xadrez do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Campus Recife. Sua influência como enxadrista e seus aprendizados em todos esses anos são inegáveis. Por isso ele é o convidado do nosso 6 episódio e último do Podcast Busca Especial. Onde ouvir? Pelo site http://www.buscaespecial.com/blog  ou pelo link da Bio. Você confere o nosso Podcast nas seguintes plataformas: ▶️ Spotify ▶️ Anchor ▶️ Google Podcasts ▶️ Pocket Casts ▶️ Breaker ▶️ Radio Public Também disponibilizamos a transcrição para leitura no site.😉 #PraTodosVerem: Essa imagem possui texto alternativo. #podcastbrasil #podcast #xadrezbrasil #xadrezpedagógico #educação
  1. Episódio 6 – Xadrez é Vida – Apresentando Kênio Menezes
  2. Episódio 5 – Empreendedorismo – Apresentando Arthur Coutinho
  3. Episódio 4 – Inclusão Digital – Apresentando Fernando Marroquim
  4. Episódio 3 – Protagonismo Jovem – Apresentando Abigail Souza
  5. Episódio 2 – Empregabilidade – Apresentando Maykson Assunção

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Aplicativos que você precisa conhecer para aprender Libras

Certamente você já ouviu falar de Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Já deve ter visto pessoas se comunicando usando essa língua. Pode até mesmo ter tentado aprender antes. A principal forma de comunicação e alfabetização de pessoas com deficiência auditiva é considerada a segunda língua oficial do Brasil desde 2002.

E sendo não somente uma fonte de inclusão e crescimento profissional, Libras contribui culturalmente e educacionalmente no meio coletivo do país e é, em si, uma forma de conscientização.

Se utilizando de gestos, expressões faciais e corporais para construir seu diálogo, essa língua é imprescindível ao meio que busca cada vez mais o bem-estar social e um coletivo mais unificado.

É por isso que existem diversos cursos, projetos, disciplinas e atualmente, aplicativos, no qual o ensino de Libras é realizado de forma didática e na grande maioria das vezes, gratuita. O Busca Especial pesquisou e trouxe uma lista com os melhores aplicativos totalmente gratuitos para você, que quer saber um pouco mais e pensa até mesmo em dominar essa língua.

Vamos lá?

1. Hand Talk Tradutor

Apresentando Hugo, um intérprete virtual 3D que não só traduz, mas também ensina Libras e ASL (Língua Americana de Sinais), o Hand Talk possui uma ótima avaliação no ranque das plataformas e está disponível tanto para Android quanto para iOS. 

O aplicativo disponibiliza vídeos ensinando Libras, com o Hugo auxiliando no processo, o que facilita a memorização e compreensão dos gestos. O Hand Talk também permite salvar conteúdos para serem usados futuramente. É mais indicado para quem já possui uma base da língua e quer compreender mais sobre seus processos.

2. Alfabeto LIBRAS

Para quem tá começando agora, esse é o ideal. O Alfabeto Libras trabalha com uma variedade de jogos tornando o aprendizado dinâmico e divertido. O aplicativo visa ensinar o alfabeto não somente para adultos, já que possui uma versão mais infantil, o que permite um trabalho inclusivo desde os primeiros anos. Ele está disponível também para o Android e iOS.

3. Librário: Libras para todos

Outro que ensina divertindo é o Librário. Com duas opções de jogos, o aplicativo possui 81 vídeos educativos mostrando como fazer o sinal de cada palavra do jogo. 

O objetivo do aplicativo é promover a integração entre surdos e ouvintes. É considerado um baralho da comunicação visual-motora. Também está disponível no Android e no iOS.

4. Jogo Quiz de Libras

Esse aplicativo é o mais completo entre os que já foram mencionados, ele promove o aprendizado por meio de questões de diversos níveis sobre o alfabeto e os números em Libras. O Quiz de Libras possui também um conjunto de imagens que facilitam no momento do aprendizado. Até o momento, ele só está disponível para Android.

5. Aitken -Aprender LIBRAS

O Aitken ainda está na fase BETA, o que significa que ainda não foi liberado para usuários, apenas para testes. O aplicativo se mostrou dinâmico e através de um modelo 3D como o Hand Talk, ele ensina Libras por temas variados, explorando cada temática como um pilar de compreensão da língua.

Agora que você já conhece algumas ferramentas para aprender Libras, que tal praticar?

Mas não dependa somente dos aplicativos, a internet é uma fonte de conteúdo repleta de oportunidades educativas voltadas ao ensino dessa língua. Canais no Youtube como o Libraspro, Letras-Libras UFRJ e Libras Pernambuco podem ajudar você nos estudos.

Também é possível fazer cursos gratuitos como o Introdução à Libras da EVG (Escola Virtual do Governo) ou o Língua Brasileira de Sinais da USP (Universidade de São Paulo).

Busque, aprenda e compartilhe essa língua que precisa cada vez mais de espaço no cotidiano brasileiro. Libras é fundamental para uma sociedade mais completa e inclusiva, seja você parte desse projeto humanizador de integração.

*Este post foi uma contribuição voluntária de Márcio Araújo dos Santos.

Márcio Araújo tem 23 anos, é formado em Comunicação Social – Jornalismo e atualmente cursa o técnico em Multimídias no ETE Porto Digital. Trabalha com produção de conteúdo desde a adolescência, atuando em diversos ramos. Busca na educação caminhos para beneficiar o meio em que vive e é um consumidor fervoroso de produções literárias de ficção e mangás.

Arquitetura

Sessão Arquitetura Acessível: NBR 9050

O Busca Especial sempre procura trazer informações pertinentes para enriquecer o conhecimento de cada um que busca ser melhor todos os dias. Por isso, a partir de hoje, o blog vai contar com uma “Sessão de Arquitetura Acessível”, onde traremos alguns parâmetros que devem ser seguidos para garantir o acesso e uso máximo do espaço pelo máximo de pessoas em espaços públicos e privados.

E para esse início, é imprescindível abordar a norma mais conhecida no Brasil, que estabelece regras e parâmetros para serem seguidos garantindo esse acesso ideal, a ABNT NBR 9050. Porém, vale salientar que existem inúmeras cartilhas que também propõem diversas formas de acessibilidade, que se estendem até para objetos. 

Na sua primeira publicação, em 1985, quando foi elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a norma possuía o título: “Adequação das edificações e do mobiliário urbano à pessoa deficiente”. Entretanto, desde a 2ª revisão da Norma Técnica Brasileira (NBR), em 2004, essa recebe o título: “Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”. 

A ABNT destaca que a norma “(…) visa proporcionar a utilização de maneira autônoma, independente e segura do ambiente, edificações, mobiliário, equipamentos urbanos e elementos à maior quantidade possível de pessoas, independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade ou percepção”. 

E para conseguir atender especificamente cada área que precisa de parâmetros acessíveis, a norma é organizada em categorias (capítulos): 

  1. Parâmetros Antropométricos;
  2. Informação e Sinalização; 
  3. Acessos e Circulação;
  4. Sanitários, Banheiros e Vestiários; 
  5. Mobiliário Urbano; 
  6. Mobiliário; e
  7. Equipamentos Urbanos;
  1. PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS

Na norma, esta seção expõe as medidas consideradas para melhor instruir e delimitar os parâmetros mínimos a serem exigidos pela norma. As medidas consideradas são referentes aos extremos das medidas brasileiras, de mulheres de baixa estatura a homens de estatura elevada. 

Além disso, essas medidas consideradas são referentes às pessoas em pé e em cadeira de rodas (P.C.R.) (Figura 01).

Figura 01: Algumas medidas consideradas.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);
  1. INFORMAÇÃO E SINALIZAÇÃO

Nessa seção são apresentados os tipos de comunicação necessários para garantir a acessibilidade.

  • Informação: É preciso que as informações a serem repassadas sejam sempre objetivas e não deem possibilidade de ambiguidade no seu entendimento. É preciso também que as suas transmissões sejam realizadas por meio de sinalizações visuais, táteis e sonoras, sendo usados, no mínimo, dois sentidos simultaneamente (visual e tátil ou visual e sonoro).
  • Sinalização: A norma classifica os sinais como: de localização (orientação); de advertência (alerta antecedente a uma instrução); e de instrução (ação em rotas de fuga ou situações de risco). Esses sinais ainda podem ser usados sozinhos ou combinados, apresentando-se em linguagem visual, tátil e/ou sonora.
  • Símbolos: São classificados em: Símbolo Internacional de Acesso – SIA (Figura 02); Símbolo internacional de pessoas com deficiência visual (Figura 03); Símbolo Internacional de pessoas com deficiência auditiva (Figura 04); Símbolos complementares (atendimento preferencial, pessoa com deficiência visual acompanhada de cão-guia, sanitário, circulação, comunicação).

Figura 02: Símbolo Internacional de Acesso.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);

Figura 03: Símbolo Internacional de Pessoas com Deficiência Visual.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);

Figura 04: Símbolo Internacional de Pessoas com Deficiência Visual.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);
  • Aplicações Essenciais de Símbolos: Sinalização de portas e passagens; de planos e mapas acessíveis; de pavimento; de degraus; de elevadores e plataformas elevatórias; e sinalização tátil e visual no piso (ABNT NBR 16537).
  • Sinalização de Emergência: Sinalização de área de resgate, de espaço reservado para P.C.R. e de vaga reservada para veículo.
  • Alarmes: Todo alarme deve estar de acordo com a ABNT NBR IEC 60529 e pode ser combinado com o uso de sinais de localização, de advertência e de instrução mencionados anteriormente. Os alarmes também possuem aplicações essenciais, como: alarme de emergência para sanitário (para pedido de ajuda); de saída de garagem em passeio público; sinais sonoros ou vibratórios em semáforos (localização, advertência e instrução).
  1. ACESSOS E CIRCULAÇÃO

Essa seção da norma expõe requisitos necessários para garantir a acessibilidade nos acessos e circulação. A norma separa essa seção em: 

  • Rota Acessível: caminho bem iluminado e projetado que faz a ligação de ambientes internos e externos sem obstáculos para priorizar a independência de todas as pessoas;
  • Acessos – condições gerais: deve ser ligada pela rota acessível às circulações principais e de emergência;
  • Circulação – piso: uso de revestimentos firmes e regulares, adoção de inclinação e desníveis adequados; 
  • Rota de fuga e área de resgate – condições gerais: a norma destaca que essas áreas devem atender às regras expostas na “ABNT NBR 9077 e outras regulamentações locais contra incêndio e pânico;
  • Área de descanso: essas áreas precisam possibilitar a manobra de cadeiras de roda, assim como apresentar bancos com encosto e braços;
  • Rampas: devem ser respeitados os limites máximos de inclinação de acordo com o dimensionamento e os desníveis de cada uma. A norma estabelece uma fórmula para o cálculo da inclinação: i = h x 100/c, onde i corresponde à inclinação que possui como unidade a porcentagem (%); h é a altura do desnível; e c é o comprimento da rampa na projeção horizontal;
  • Degraus e escadas fixas em rotas acessíveis: nesses casos não é possível fazer o uso de escadas fixas com espelhos de degrau vazados e tanto o piso (largura), quanto o espelho (altura) do degrau devem atender a medidas mínimas e máximas (Figura 05);

Figura 05: Altura e largura do degrau.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);
  • Escadas: sequência de três degraus ou mais, com dimensionamentos entre as opções a seguir:

 a) 0,63 m ≤ p + 2e ≤ 0,65 m,  

b) pisos (p): 0,28 m ≤ p ≤ 0,32 m e  

c) espelhos (e): 0,16m ≤ e ≤ 0,18 m;

  • Corrimãos e guarda-corpos (Figura 06): devem ser sinalizados conforme seção 5 – Informação e Sinalização da norma. Os guarda-corpos devem atender a ABNT NBR 9077 E 14718. Já os corrimãos devem atender a seção 4 – Parâmetros Antropométricos no tópico 4.6.5 – Empunhadura.

Figura 06: Corrimãos em escada e rampa.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);
  • Equipamentos eletromecânicos de circulação e suas sinalizações: elevadores verticais ou inclinados, plataforma de elevação vertical/inclinada, esteira rolante horizontal ou inclinada, escada rolante e escada rolante com degrau para cadeira de rodas;
  • Circulação interna: dimensões e sinalização de corredores, portas e janelas.
  • Circulação externa: calçadas e vias exclusivas de pedestres (Figura 07);

Figura 07: Faixas de uso da calçada – corte.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);
  • Passarelas de pedestres: devem possuir rampas, escadas e elevadores ou dois destes simultaneamente, suas larguras devem atender a quantidade de pedestres estimada;
  • Vagas reservadas para veículos: veículos que tenham como passageiro ou motorista idosos, e veículos que tenham como passageiro ou motorista pessoas com deficiência; e 
  • Portões de acesso a garagens: a superfície de abertura do portão não pode de forma alguma invadir a faixa livre de circulação da calçada;
  1. SANITÁRIOS, BANHEIROS E VESTIÁRIOS

Já nesta seção, existem diversos pontos relevantes a serem destacados. Para que sanitários, banheiros e vestiários sejam considerados acessíveis é preciso que atendam às regras de medidas/quantidades mínimas e máximas, localização, dimensões de boxes, peças, acessórios, desníveis e características de piso e entre outros.

Estes ambientes acessíveis devem estar localizados em rotas principais e é recomendado que a distância máxima que o usuário deve percorrer de onde estiver até esses ambientes não seja maior que 50 metros.

A norma ainda expõe desenhos modelos a serem seguidos como uma forma de facilitar a visualização da aplicação das regras expostas (Figuras 08, 09 e 10).

Figura 08: Áreas de transferência e manobra para o uso da bacia sanitária.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);

Figura 09: Áreas de aproximação para uso do lavatório.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);

Figura 10: Medidas mínimas de um sanitário acessível.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);

Outras medidas mais especificas relacionadas a alturas das peças e distanciamento entre essas podem ser encontradas na seção 7 da ABNT NBR 9050, referente a Sanitários, Banheiros e Vestiários, das páginas 82 a 112.

  1. MOBILIÁRIO URBANO

Esta seção da norma expõe normas específicas para mobiliários urbanos, como: pontos de embarque e desembarque de transporte público; semáforo de pedestre; telefones públicos; cabinas telefônicas; bebedouros; lixeiras e contentores para reciclados; cabinas de sanitários públicos; ornamentação da paisagem e ambientação urbana (vegetação); e assentos públicos.

As respectivas medidas podem ser encontradas na seção 8 da norma, das páginas 112 a 116. 

  1. MOBILIÁRIO

A norma recomenda que todo o mobiliário esteja de acordo com os princípios do conceito de Desenho Universal. Este conceito surgiu em 1987 através do arquiteto americano e cadeirante, Ronald Mace, que tinha como objetivo estabelecer padrões a serem seguidos para a elaboração de objetos acessíveis.

Este conceito ainda apresenta 7 princípios: ”Igualitário (para pessoas com diferentes capacidades); Adaptável (com leque amplo de preferências e habilidades); Óbvio (fácil de entender); Conhecido (comunica eficazmente a informação necessária); Seguro (que diminui riscos de ações involuntárias); Sem Esforço (com pouca exigência de esforço físico); e Abrangente (tamanho e espaço para o acesso e o uso)” (GABRILLI, 2008).

A norma orienta a elaboração de projeto de mobiliários, como: balcão, bilheterias e balcões de informação; mesas ou superfícies (Figura 11); e equipamentos de controle de acesso e máquinas de autoatendimento;

Figura 11: Mesa – Medidas e área de aproximação.

Fonte: ABNT NBR 9050 (2020);

Para ter informações mais direcionadas sobre os mobiliários, é possível encontrá-las na seção 9 da norma, das páginas 116 a 120.

  1. EQUIPAMENTOS URBANOS

Também é recomendado pela norma que todo o equipamento urbano esteja de acordo com os princípios do conceito de Desenho Universal. E dentre os equipamentos urbanos considerados pela NBR 9050, estão desde bens tombados; cinemas, teatros, auditórios e similares a restaurantes, refeitórios, bares e similares; locais de hospedagem; serviços de saúde; locais de esporte, lazer e turismo; piscinas; e entre muitos outros equipamentos urbanos.

Para ter informações mais direcionadas sobre cada equipamento urbano desejado, é possível encontrá-las na seção 10 da norma, das páginas 120 a 137.

Para se aprofundar melhor no estudo sobre a ABNT NBR 9050, a revisão mais recente da norma foi postada em 2020 e corrigida em 2021 (5ª ed.), portanto é a que foi usada neste artigo. A ABNT tem como meta que a cada 5 anos seja feita uma nova revisão, assim, a previsão é que em 2025 teremos mais uma revisão da norma e espera-se que possa ter se ampliado por mais e mais áreas. 

Na nossa próxima publicação da Sessão Arquitetura Acessível vamos abordar o conceito de Desenho Universal que também está atrelado à acessibilidade. Fique atento às nossas redes sociais no Instagram e no Facebook para ficar sabendo assim que o artigo for postado. E enquanto você espera, você pode aproveitar nossos conteúdos de lá!

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Referências

Como e quando surgiu a ABNT NBR 9050? Disponível: https://guiaderodas.com/nbr-9050-norma-de-acessibilidade/#:~:text=Acessibilidade%20no%20Brasil&text=A%20NBR%209050%20foi%20publicada,mobilidade%20e%20percep%C3%A7%C3%A3o%20do%20ambiente. Acesso em 15 de mar. de 2021. 

ABNT NBR 9050 (2020). Disponível em: https://www.caurn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ABNT-NBR-9050-15-Acessibilidade-emenda-1_-03-08-2020.pdf Acesso em 15 de mar. de 2021.