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Para você, o que é o amor?

Para Bauman (2004, p.  21) “Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas.”

Iniciar com um crítico do amor na modernidade, é colocar em jogo o quanto as relações estão diferentes, a pandemia estendeu muito esse olhar.

No dia de hoje a comemoração fica para os namorados e para os que não namoram também. A intenção é que se sintam ‘enamorados’ no dia de hoje, que seja possível amar sozinho e acompanhado, e curtir um sábado da melhor forma possível. Hoje vamos recomendar maneiras de curtir em casa, para quem tá namorando e para solteiros. 

Resolvi começar pelo time que estou atualmente, o time das solteiras. E estando solteira ou namorando, o importante é cultivar o amor próprio. Quando li o poema Amar de Carlos Drummond de Andrade (destaco o trecho abaixo). Me deparo como somos seres de amor, seja amor pela natureza, pelos animais, amor de amigos, amor próprio e toda forma de amor e de amar. E vamos amando.

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Carlos Drummond de Andrade

Como eu imagino que muita gente gostaria de sair e curtir esse sábado, e por sua saúde e pela saúde coletiva, ficar em casa é a melhor escolha, eu te sugiro:

  • Uma boa chamada de vídeo com os amigos, assim vocês matam a saudade e colocam o papo em dia;
  • Aproveitar a família, os pets, as plantinhas;
  • Assistir um bom filme e aproveitar sua companhia incrível;
  • Um SPA Day em casa, cheio de pepino nos olhos e unhas belíssimas;
  • Aprender uma receita nova;
  • Ler um novo livro ou voltar a ler aquele que tá lá pela metade;

Para quem quer dançar a valsa dos namorados de Diana, o namoro pode ser comemorado de maneiras muito legais:

  • Pra quem mora junto, passar um tempo juntos, seja cozinhar ou fazer arte, pode ser muito legal;
  • Fazer uma decoração nova;
  • Pedir um delivery e curtir a companhia;
  • Maratonar uma série;
  • Assistir aquele filme que está na lista.

Quando penso em namoro, automaticamente me vem o amor, o amor logo me remete a poesia. Vinicius me derrete com soneto de amor do amor total e soneto de fidelidade. Coloca uma poesia no cartão e é só sucesso.

Soneto do amor total
Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes

Para Cerqueira e Da Rocha (2018), a demanda de relacionamentos amorosos são facilmente comparados com a busca por felicidade, de forma que traria a completude. Estar num relacionamento pode ser sonho de uns e de outros não. O importante é que cada um faça suas escolhas quanto a sua vida amorosa e que isso promova felicidade. E lembre-se: não cabe julgar ou comparar a vida amorosa, são questões subjetivas.

Referências: 

Cerqueira, IC; Da Rocha, FN. Amor e relacionamentos amorosos no olhar da psicologia. Revista Mosaico. 2018 Jul./Dez.; 09 (2): 10-17

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SESSÃO DE ARQUITETURA ACESSÍVEL: O TURISMO E(M) CIDADES ACESSÍVEIS

Olá!! Esperamos que essas últimas semanas tenham sido bastante produtivas e que estejam preparados para a época de férias, em que o tão querido descanso se aproxima nesses meses de junho e julho! 

O Busca Especial volta ao blog essa semana com mais um post da Sessão de Arquitetura Acessível e trouxemos algumas dicas de cidades que oferecem acessibilidade com qualidade e com isso se tornam mais atrativas para o turismo.

Neste quadro já apresentamos as normas que espaços públicos e privados devem seguir para garantir a acessibilidade, você pode ver algumas dessas postagens AQUI!

Infelizmente, apesar de estarmos em época de férias, não é o momento de viajar, mas você pode deixar essa postagem nos seus favoritos para não esquecer de visitar após esses tempos turbulentos. E vamos às cidades que valem a pena visitar e que vão estar preparadas para te receber:

  1. UBERLÂNDIA/MG

A cidade de Uberlândia está localizada no estado de Minas Gerais, na região Sudeste, e está presente na lista de 100 destinos de inclusão realizada pela ONU. Essa cidade é realmente referência ao falar de acessibilidade.

É super importante garantir a acessibilidade dos visitantes, mas mais ainda, é garantir a acessibilidade de seus próprios habitantes. E dentre os diversos projetos disponíveis por lá, a prefeitura oferece atendimento à pessoas com mobilidade reduzida que não possuem condições de utilizar o sistema de transporte tradicional, mesmo que adaptado, através do programa Porta a Porta (imagem abaixo), onde vans adaptadas buscam seus usuários em seus lares e os levam para escola, cursos, hospitais e locais de cultura e lazer. 

De transporte público equipado com elevadores à calçadas projetadas adequadamente com piso tátil e rampas, a cidade esbanja excelente planejamento através do Departamento de Acessibilidade do município que avalia se as obras de uso público estão sendo projetadas visando garantir a acessibilidade de um grande grupo de usuários.

Mas além de usufruir de todos os direitos básicos, a cidade ainda conta com um Mapa de Turismo Acessível online (imagem abaixo), disponibilizado pela prefeitura e realizado em parceria com a população.

Este mapa expõe informações sobre “…hospedagem, gastronomia, cultura, entretenimento e esporte…”. Até fevereiro de 2020 (data da matéria) já haviam 50 pontos marcados, sendo 27 sobre hospedagens que traziam também o nível de acessibilidade apresentado pelo hotel.

Quanto a esses níveis, isso é assunto para outra sessão! 😉

  1. FORTALEZA/CE 

Quem não gosta de uma cidade litorânea, não é mesmo?! E nesse momento você deve estar se perguntando: “é possível garantir a acessibilidade em praias?” E a resposta é: 

CLARO QUE SIM!

Além do calçadão projetado adequadamente, atualmente, existem projetos atrelados às prefeituras que têm o intuito de oferecer meios físicos para que pessoas com mobilidade reduzida possam ter seu momento de lazer até em ambientes que parecem muito difíceis.

O projeto que se encontra na cidade de Fortaleza se chama Projeto Praia Acessível (imagem abaixo). 

E esse projeto é composto por fisioterapeutas ou estudantes que através de equipamentos, conseguem oferecer um momento de lazer à essas pessoas. Além dos equipamentos que permitem a entrada no mar, eles realizam atividades como o frescobol e o voleibol adaptado, fornecendo assim mais opções de lazer ao público. 

O Projeto Praia Acessível também está nas cidades de Vitória/ES, Santos/SP, Guarujá/SP, Luís Correia/PI, Itanhaém/SP e entre outras. E se você é de Pernambuco, você pode encontrar um programa similar, chamado Praia sem Barreiras, nas praias de Porto de Galinhas – Ipojuca e na Praia de Boa Viagem – Recife! Você ainda pode conferir mais cidades que possuem programas similares nas praias neste LINK!

  1. FOZ DO IGUAÇU/PR

Não sei vocês, mas a gente adora uma curiosidade… e falando em curiosidade, vocês sabiam que a cidade de Foz do Iguaçu foi uma das cidades pioneiras no turismo inclusivo? 

A cidade possui vagas destinadas a idosos e pessoas com mobilidade reduzida, rampas e piso tátil nas vias urbanas. E além disso, a cidade que realiza a fronteira do Brasil com o Paraguai e Argentina, abriga um Parque Nacional, onde você pode conhecer as Cataratas com todo o auxílio necessário para aproveitar o passeio. 

Você ainda pode conhecer a Trilha do Poço Preto, o Macuco Safari e o Espaço Naipi. E em todos esses destinos, será possível aproveitar com a acessibilidade necessária sendo garantida por todo o passeio.

É tão bom saber que será muito bem recebido ao chegar em tal cidade escolhida com tanto carinho para passar seu precioso tempo de descanso, não é?! Além dessas cidades, existem muitas outras que são referência em acessibilidade, então quem sabe a gente não traz uma parte 2 para esse post e assim a lista de possibilidades vai aumentando!

Se você já visitou alguma dessas cidades, deixe aqui nos comentários como foi a sua experiência por lá. E se você conhece alguma cidade que também possa ser exemplo, compartilhe com a gente, quem sabe ela aparece por aqui!!

Esperamos que tenha gostado e enquanto espera o próximo post da Sessão de Arquitetura Acessível, acesse o nosso blog, confira nossas últimas postagens e se mantenha conectado ao nosso instagram!!

FONTES:

 8 cidades com turismo acessível para pessoas com deficiência (freedom.ind.br)

6 cidades exemplos em acessibilidade para PCDs | Summit Mobilidade (estadao.com.br)

Acessibilidade Urbana: 5 cidades acessíveis no Brasil para você viajar! | Inclusão e Acessibilidade por Suelén Almeída (viajecomacessibilidade.com.br)

Gratuidade e benefícios – Portal da Prefeitura de Uberlândia (uberlandia.mg.gov.br)

As praias com acessibilidade para cadeirantes no Brasil (temporadalivre.com)

IMAGENS: 

Razões para conhecer as Cataratas Argentina (comboiguassu.com.br)

Turismo em Fortaleza – Jornal do Commercio (uol.com.br)

‘Mapa do Turismo Acessível’ está aberto a colaborações – Portal da Prefeitura de Uberlândia (uberlandia.mg.gov.br)

Macuco Safari prioriza acessibilidade. Foz do Iguaçu sem barreiras. (ricardoshimosakai.com.br)

Blog, Podcast

#6 Xadrez é vida – com Kênio Menezes

Quando um hobby se torna parte do seu propósito de vida?

Nosso convidado é apaixonado pelo Xadrez, ele diz que além de jogo, é também ciência e arte. Além de professor, técnico e entusiasta do esporte, Kênio Menezes é formado em psicologia e em seu trabalho no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Campus Recife (IFPE) ele incentivou muitos de seus alunos a encararem campeonatos como uma maneira de socializar e fazer amizades. Confira no último episódio desta temporada uma conversa sobre o ensino e democratização do xadrez em Pernambuco e no Brasil, além de diversas curiosidades sobre este universo.

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

Siga o @buscaespecial no Instagram para ficar por dentro das novidades!

Escute agora o episódio por aqui 👇

Confira aqui a Transcrição do Episódio 6

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Sessão de Arquitetura Acessível: Organização da Casa

por Beatriz Terra e Bárbara Pacífico

Sejam muito bem-vindos a mais uma publicação da Sessão de Arquitetura Acessível! Se você ainda não conhece, nessa sessão do blog apresentamos todos os assuntos relacionados à arquitetura visando ajudar você a adaptar a sua casa do jeito que você precisa e trazemos também muitas informações relevantes, afinal conhecimento nunca é demais! E essa semana, viemos trazer pra vocês alguns métodos de organização e destacar a importância de desenvolver essa característica tão exigida na vida…

A organização é capaz de desenvolver muitas das características da personalidade dos seres, observando que as expressões pessoais estão expostas no ambiente do lar. Barone e Gomes (apud Felippe, 2010), afirmam que “A casa como habitação é uma projeção do homem que vive no mundo, que existe no mundo, traz também o reflexo da sua personalidade. Satisfazendo assim, as necessidades fisiológicas e psicológicas do indivíduo”.

De acordo com Carvalho et al (2011), a psicologia estuda essa área através da psicologia ambiental, que consiste num conhecimento multidimensional que agrega o meio físico em que se vive, associando-o a condições sociais, econômicas, políticas, culturais e psíquicas de um determinado contexto. 

Tudo e todos fazem parte do ambiente, todas as alterações sofridas o modificam. Isso implica dizer que a configuração possibilita mudanças de comportamentos. Essa constatação pode ser observada quando falamos sobre a pandemia. Em um momento em que precisamos nos isolar e ficar em casa, a casa ganhou muito espaço para discussões, tendo em vista que quanto mais tempo se passa dentro de um espaço, este passa a nos influenciar psicologicamente.

É por isso que todo espaço, principalmente o nosso lar, deve ser pensado relacionando questões arquitetônicas e psicológicas. E essas questões vêm sendo sempre destacadas em todas as publicações aqui da sessão. As normas existem para que espaços públicos possam atender à maior diversidade de pessoas possíveis, considerando também que para cada tipo de usuário e serviço, o ambiente deve se apresentar de uma forma, considerando cores e objetos, pois tudo e todos possuem influência sobre nós.

O cenário de pandemia possibilitou novos olhares em volta da casa e sua perspectiva de organização, onde o espaço vai além do estético e precisa constantemente ser funcional. Carvalho et al (2011), promove que o lar tem a ideia de “um lugar a habitar, a conhecer, a cuidar, isto é, nosso ambiente cotidiano com seus componentes socioculturais […]”. A maior frequência em casa, possibilitou questões frente aos desafios de organização e do comportamento…

Carvalho (2011), afirma que a organização oferece suporte para diversas formas de organização social, pois faz direta comunicação com usuários, facilitando ou dificultando as atividades, simbolizando a intenção e valor das pessoas. Além disso, a organização da casa pode ser ampliada em diversos aspectos, tais como: conforto, identidade, motivação e autonomia. A organização é determinada e dirigida de acordo com um contexto, de uma forma significativa para a pessoa, expondo suas significações e expressões.

MÉTODOS DE ORGANIZAÇÃO

Existem alguns meios de se garantir uma boa organização, você pode começar organizando a sua semana e/ou o seu dia, estabelecendo horários para a realização de certas atividades. Através desse exercício, será possível criar um hábito de organização que poderá ser colocado em prática também no ambiente em que se vive.

Uma excelente referência de método para organização é o método Feng Shui, que busca organizar o espaço também na área energética, pois considera que cada objeto possui e transmite uma energia. Sendo assim, acredita-se que cada ambiente deve ser composto apenas por aquilo que se faz necessário, caso contrário, haverá um acúmulo de energia espacial que acaba por atrapalhar o decorrer do dia a dia.

  • Feng Shui

Primeiramente, é importante saber que existem vários tipos de Feng Shui, dentre eles: escola do chapéu negro, dos elementos e da forma; bússola; e radiestesia. Cada tipo aborda o método através de uma técnica. A escola do chapéu negro faz uso do baguá, um mapa de oito lados que divide a vida em 9 nichos. 

Tipos de Baguás

Cada nicho especifica um elemento (escola dos elementos), uma forma (escola da forma), uma direção da rosa dos ventos (bússola), uma cor, uma planta e/ou uma pedra que possa compor o ambiente de acordo com a área da vida a qual se deseja investir. A radiestesia, no entanto, faz o uso de ferramentas gráficos, chumbos, cobre e Mesa Radiônica Quântica. Essa técnica é usada para captar ou transmitir a energia de algum objeto.

  • Nichos: sucesso, relacionamento, criatividade, amigos, trabalho, espiritualidade, família e prosperidade.

É importante frisar que cada baguá possui alguma nomenclatura diferente, assim como suas especificações, e você pode escolher o baguá que seja mais possível de ser usado. Além disso, separamos algumas dicas de como colocar o Feng Shui em prática de forma rápida:

  1. Evite colocar objetos na entrada de casa, pois é preciso espaço para que a energia flua.
  2. Mantenha a porta do banheiro e a tampa do vaso sanitário fechadas, evitando que as energias que foram descartadas não contaminem os outros ambientes.
  3. Uma fonte de água corrente pode atrair prosperidade, criatividade e dinheiro.
  4. Evite colocar objetos pesados acima da cama e espelho como cabeceira da mesma.
  5. Em qualquer ambiente, deixe apenas o essencial à vista.
  6. Posicione mesa de escritório e cama de forma que possa ver a porta.

Além do Feng Shui, uma especialista em organização pessoal viralizou nos últimos anos após criar o Método KonMari que dá dicas de organização. Marie Kondo lançou dois livros (1 e 2) e também ganhou uma série no streaming da Netflix.

  • KonMari

Esse método gira em torno de sentimentos e sua decisão deve ser tomada a partir da pergunta: “Isso me faz feliz?” Se sim, mantenha. Se não, já sabe o que fazer…

O método, além de ser aplicado em casa, pode ser aplicado no trabalho, ajudando a priorizar as atividades a serem realizadas e assim, conseguir organizar melhor o tempo que possui. Assim, haverá mais produtividade no seu dia a dia, visto que não perderá tempo com o que não é necessário. É muito importante também que você se sinta bem no ambiente em que trabalha, pois só assim se sentirá ainda mais inspirada (o) a se dedicar ainda mais.

Além dessas dicas, Marie Kondo ensina como dobrar e organizar as roupas e os objetos de forma que tenha um fácil acesso e que não seja bagunçado tão facilmente assim.

  1.  Mantenha seu ambiente limpo.
  2. Categorize e otimize os itens.
  3. Esteja sempre atento ao que sente ao usar uma roupa, ao trabalhar em um ambiente, ao ver algum objeto, pois não é saudável ter energias negativas à sua volta.
  4. Adeque funções: se não trouxer felicidade, mas for necessário, reveja sua função.
  5. Tenha gratidão por tudo que já te foi útil e que após sua análise, não é mais.

É claro que existem diversos outros métodos para serem aplicados na organização. Esperamos que esse post tenha sido útil para você e sinta-se livre para escolher a técnica que sentir que vai te beneficiar e aproveite! Se você tiver mais alguma indicação a fazer ou uma dica, deixe aqui nos comentários!!

INDICAÇÕES

https://ifrs.edu.br/ibiruba/wp-content/uploads/sites/4/2020/06/Como-organizar-a-rotina-na-quarentena.pdf

série: Ordem na Casa com Marie Kondo (Netflix)

série: The Home Edit (Netflix)

programa de tv: Santa Ajuda (GNT)

livro: A mágica da arrumação e Isso traz alegria, de Marie Kondo.

Referências 

CAVALCANTE, Sylvia; ELALI, Gleice A. (org.). Temas básicos em psicologia ambiental. Rio de Janeiro: Vozes, 2011. 218 p.

BARONE, A. C. M.; GOMES, G. F. M. Arquitetura e Psicologia: A Importância do Espaço Físico no Acolhimento Institucional Temporário para Crianças e Adolescentes.

Feng Shui: O que é e dicas simples para inseri-lo em sua casa – Cuidaí (cuidai.com.br)

8 princípios do Feng Shui fáceis de seguir em uma casa moderna | CASA.COM.BR (abril.com.br)

Método Konmari: como aplicá-lo no trabalho e na carreira (digilandia.io)

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#5 – Empreendedorismo – com Arthur Coutinho

Você já pensou em como o empreendedorismo pode transformar vidas?

Tirar ideias do papel e convertê-las em práticas é o sonho de qualquer empreendedor. Nosso convidado, Arthur Coutinho, quer ir além em seu trabalho de consultor contábil, ele acredita que é possível ajudar mais as pessoas e busca transformar a vida de outros empreendedores, junto ao seu sócio Diego Vergara e aos colaboradores da ATC Consultores. Arthur compartilhou alguns casos e histórias conosco, foram reflexões excelentes sobre empatia e resiliência empresarial.

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

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Escute agora o episódio por aqui 👇

Confira aqui a Transcrição do Episódio 5
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O papel da família na educação dos filhos

Por Bárbara Pacífico

Pensar no papel dos pais na educação dos filhos é idealizar pais presentes também no ambiente escolar, contribuindo com a aprendizagem e promovendo uma boa educação no âmbito familiar. A família, como primeira instituição social, dá a base para os enfrentamentos sociais da criança, ou seja, insere as elaborações iniciais da vida. Velasquez traz a ideia de que “A personalidade da criança e do adolescente se estrutura e molda essencialmente no meio familiar. Os pais, responsáveis pela educação e orientação de seus filhos, devem assumir o seu papel e, além de oferecer amor, impor limites a seus descendentes.”

No contexto da pandemia, a maneira de conduzir a educação escolar foi redimensionada, os ambientes de casa e escola em dados momentos se fundem. Estimular as crianças, participar das atividades escolares, observar as aulas, participar das reuniões, conhecer seu filho quanto educando, puderam ser vistas de um novo ângulo. Souza (2020), discute bem que “no  período  da  pandemia,  novas  relações  afetivas  e  profissionais  foram  criadas  e  ressignificadas, muitas  pessoas  passaram  a  trabalhar  remotamente;  famílias  passaram  a  conviver  cotidianamente  com vários conflitos.” É importante entender as responsabilidades cabíveis aos filhos e à escola, a inserção da educação em casa forma o caráter e enfatiza as relações na escola, isso implica dizer, que a base da educação se faz no ambiente familiar.

Contexto histórico

Antes do século XVII, os valores e os conhecimentos relacionados às práticas profissionais e morais eram apreendidas em sua maioria, no seio dos grupos familiares. A partir do século XVII, com a origem das cidades modernas, a instituição escolar ganhou importância e passou a ser vista como uma continuação da educação familiar. No Brasil, essa crescente preocupação em instruir e educar as massas populares, para garantir o progresso e o desenvolvimento da nação, se iniciou no século XIX. Desde o início do século XX, a preocupação em aproximar as famílias da instituição escolar já existia. 

Funções Família e Escola

Oliveira (2003) afirma que a família é o primeiro meio de socialização da criança, dentre as suas principais funções está a “função educacional”, responsável por transmitir valores e padrões culturais da sociedade. Como função da escola, Polonia e Dessen (2005) concluem que “a escola deve visar não apenas a apreensão do conteúdo, mas ir além, buscando a formação de um cidadão inserido, crítico e agente de transformação, já que é um espaço privilegiado para o desenvolvimento das ideias, crenças e valores”. 

A separação das funções é importante para entender quais os papéis das instituições na educação dos filhos, tendo em vista que atualmente ocorrem questões de ambivalência entre a escola e a família. Rosa (2020) muito bem coloca que a relação entre a família e a escola é uma relação onde uma depende da outra, ressaltamos assim a necessidade de uma colaboração das duas partes em relação à imposição de limites, ao convívio social, à formação do indivíduo, à partilha de valores, além das questões pedagógicas.

A psicóloga Jordana de Castro Balduino discute a ideia dos papéis da escola e da família referente à educação, onde todas as questões são levadas em consideração, desde a escolha de uma escola que corresponda às necessidades, quanto a disponibilidade desse compartilhamento. Relembra que sempre que for pensar na escola, é importante fazer tais questionamentos: 

· Estou ensinando o meu filho a respeitar as regras da sociedade e em especial da sua escola?

· Tenho dado autoridade à escola para contribuir de fato na educação do meu filho?

· Qual a importância do professor na sua vida?

· Na medida do possível tenho participado das atividades da escola?

Pandemia: rotina e desafios

Com o distanciamento social imposto pela pandemia, rotinas foram reinventadas, novos comportamentos e demandas surgiram para as famílias e para a escola. Foi preciso criar adaptações para não paralisar as atividades e não interferir negativamente no desenvolvimento da aprendizagem. A Sociedade Brasileira de Pediatria (2020) traz pontos de como essa nova dinâmica pode causar estresse na vida das pessoas. Com isso, fornece algumas dicas importantes para os pais nesse momento de pandemia: 

  • Os adultos devem realizar momentos de diálogo para discussão das atividades prioritárias do dia a dia, das necessidades básicas da casa, da divisão de tarefas e obrigações. Deve-se organizar os horários do trabalho de cada um dos pais, tentando intercalar os períodos para os demais afazeres da casa e das crianças.
  • Dar abertura para que eles possam expressar seus sentimentos e suas dúvidas em um ambiente acolhedor e de apoio mútuo.
  • Realizar o planejamento de agenda dos filhos juntamente com eles, incentivando-os a organizar horários equilibrados para manter as atividades de brincadeiras, estudo, leitura, música, atividade física, sono e tempo de tela, respeitando os limites da rotina saudável.
  • Intercalar períodos de atividades físicas dentro do lar em mais de um horário do dia nos turnos da manhã e da tarde e, se possível, fazer as atividades em conjunto pais e filhos. Estimular a criança e o adolescente a ser criativo para realizar essas atividades em casa que podem ser de circuitos feitos com travesseiros e garrafas plásticas, pular corda, dançar, artes marciais dentre outros.
  • Usar a tecnologia a favor de todos. Definir com as crianças os horários para o uso saudável das telas, segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, evitando ultrapassar os limites e o acesso sem supervisão a conteúdos inadequados.
  • Inserir as crianças e adolescentes nas tarefas domésticas respeitando a capacidade de acordo com a idade de cada um. Incentivar o ensino colaborativo supervisionado enquanto realizar essas atividades e aproveitar para ensinar afazeres de forma alegre e prazerosa, pois isso pode trazer grande aprendizado para a criança e adolescente.
  • Incluir na agenda pausas durante o dia para que a família possa estar unida de forma alegre e prazerosa. Tente realizar as refeições junto com as crianças abordando temas construtivos. Praticar as técnicas de atenção plena e de relaxamento.
  • Seja você o modelo de comportamento que espera de seus filhos. Portanto, os pais devem evitar excesso de tela, manter o lar harmonioso e demonstrar de forma assertiva e genuína como lidar com equilíbrio com essa situação adversa só traz benefícios na construção de um cérebro saudável na infância. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2020)

Recomendação de leitura: PAIS E FILHOS EM DISTANCIAMENTO SOCIAL <https://www2.ufjf.br/siassgv/wp-content/uploads/sites/107/2020/08/cartilha.pdf&gt;

Referências:

POLONIA, Ana da Costa; DESSEN, Maria Auxiliadora. Em busca de uma compreensão das relações entre família escola. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 9, n. 2, p. 303-312, dez. 2005. 

ROSA, Luciana de Fatima da. Relação família e escola: as contribuições no desempenho escolar de alunos nos anos iniciais. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Faculdade de Ensino Superior do Centro do Paraná, Pitanga, 2019.

OLIVEIRA, PÉRSIO SANTOS DE. Introdução à sociologia da educação. 03.ed. São Paulo: Ática, 2003.

GONÇALVES, Alexandra; RIBEIRO, Célia. O papel dos pais na escolarização dos filhos com perturbação da aprendizagem específica com défice na leitura. Gestão e Desenvolvimento, n. 24, p. 213-230, 2016.

http://www.minutopsicologia.com.br/postagens/2016/07/24/familia-e-escola-uma-relacao-necessaria/

Arquitetura

Sessão Arquitetura Acessível: Setting Terapêutico – Psicologia e Arquitetura

por Beatriz Terra e Barbara Pacifico

O Setting terapêutico se constitui como um espaço seguro e sólido, onde o processo tem início. Um local silencioso, onde o psicólogo e o indivíduo estabelecem regras e apresentam suas questões. O psicólogo deve apresentar de início suas regras, para ter maior controle das situações que poderão surgir, exemplo disso é se colocar com neutralidade e imparcialidade.

De acordo com Moreira e Esteves (2012), uma forma clara de entender o Setting é como “regras de um jogo”, essas serão expostas pelo psicólogo no início do contrato, os jogadores entendem as regras antes de começar a jogar. Muitas vezes nem todas as regras são apresentadas, preservando algumas particularidades, o jogo pode ir se moldando a partir do que vai sendo revelado durante o “jogo”.

Freud traz o Setting como um campo seguro, tendo sua inserção pelo contrato, dando início ao processo terapêutico, durante sua experiência clínica teve como objetivo delimitar o espaço entre terapeuta e paciente, sem aprisionar a papéis já determinados, sendo livre as mudanças de “regras do jogo”.

O Setting fora do consultório

Com o passar dos anos, a psicologia foi sendo solicitada em muitos campos de atuação, com isso alguns conceitos vão se adaptando a essas demandas, a psicologia social, hospitalar, comunitária, ambiental, todas tem espaço terapêutico e de vínculos.

O setting pode ser visto como um espaço físico em um consultório, um divã, a formalidade idealizada para algumas abordagens. Entretanto, na elasticidade do setting estão muitas áreas da psicologia como forma de apresentar controle no exercício da profissão. 

O Design do Setting Terapêutico 

Como nós já tínhamos tratado no post de Desenho Universal, de acordo com a visão da arquitetura, cada ambiente deve ser adequado a cada tipo de usuário. Contudo, isso também equivale a cada atividade a ser realizada no local. Para um espaço como o setting terapêutico, é necessário que ele transmita uma mensagem, essa sendo de tranquilidade, confiança, aconchego, liberdade e entre outros. Isso também equivale à proximidade que se deseja criar entre o psicólogo e o indivíduo.

Por exemplo, no setting terapêutico, podemos contemplar 2 grupos divididos por faixa etária: infantil e adulto. O grupo mais característico, o infantil, é claro que será necessária a presença de brinquedos, jogos e figuras lúdicas. É importante que nesse espaço existam estímulos direcionados ao tipo de demanda, como também ter praticidade, pois também é necessário acolher a família dessa criança com o intuito de entender todo o meio em que a criança vive.

Sabendo disso, é possível dizer que a elaboração de um setting terapêutico pode ser realizada através de uma parceria entre arquiteto ou designer de interiores e o psicólogo. Assim será possível compor o espaço direcionado para os clientes que este costuma receber de acordo com a abordagem de trabalho utilizada pelo profissional.

No design de interiores também é estudado que cada ambiente é estruturado de acordo com o seu uso. Ambientes residenciais, comerciais, hospitalares e de hotéis possuem, cada um, uma forma de ser composto e também existem regras em cima disso. Então, além das regras estabelecidas em normas da ABNT, existem algumas sugestões de composições utilizadas e estudadas há muito tempo.

Dentre essas composições, existem diversos materiais e métodos que transmitem mensagens, assim como as cores, como pudemos ver no post sobre A Influência de Ambientes para Autistas aqui do blog. Os materiais a serem escolhidos para compor os ambientes terapêuticos precisam estar relacionados às mensagens relacionadas à terapia. As cores e os materiais amadeirados sempre se caracterizam por ACONCHEGO.

Projeto BADERMANN: Serviço de Terapia Antineoplásica HSL PUCRS | Porto Alegre | 2019

 Os espaços devem ser bem iluminados para elevar a ENERGIA do espaço, e todos os elementos de composição do design devem formar uma só unidade, trazendo HARMONIA.

Projeto BADERMANN: Serviço de Terapia Antineoplásica HSL PUCRS | Porto Alegre | 2019

Sempre que for possível, é muito importante que o ambiente estabeleça uma conexão direta com a natureza. Essa conexão pode ser dada através de grandes janelas, varandas ou até mesmo o uso de plantas como decoração no ambiente.

Projeto BADERMANN: Serviço de Terapia Antineoplásica HSL PUCRS | Porto Alegre | 2019

O ambiente terapêutico pode ainda distribuir aromas de acordo com a intenção e também disponibilizar cores. Uma das características mais importantes, é que esse ambiente seja mutável e que o terapeuta possa alterar seu layout e a composição de decoração quando quiser e da forma que quiser.

O mais importante é frisar que a composição dos espaços clínicos devem sempre priorizar a facilidade de higienização, principalmente no atual momento em que vivemos no mundo.

Esperamos que tenham gostado da “Sessão Arquitetura Acessível” dessa semana! E se você não viu os outros posts desse quadro, acesse o nosso blog e cheque essas e muitas outras publicações agora mesmo!!

REFERÊNCIAS

Psicologia e Arquitetura: o ambiente como mais um recurso na terapêutica infantil (badermannarquitetos.com.br)

 Espaços Terapêuticos | BADERMANN ARQUITETOS

O que é Setting Terapeutico ou Setting Analítico? – Psicanálise Clínica (psicanaliseclinica.com)

MOREIRA, Letícia Machado; ESTEVES, Cristiane Silva. Revisitando a teoria do setting terapêutico. Portal dos psicólogos, p. 1-8, 2012.

SANTOS, Juliana Marques Batista dos et al. A PSICOLOGIA FORA DO SETTING TERAPÊUTICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. 2019.

Podcast

#4 Inclusão Digital – com Fernando Marroquim

Sem a tecnologia, como estaríamos vivendo nos dias de hoje?

Iniciamos o quarto episódio do nosso podcast com essa reflexão. Conversamos com Fernando Marroquim, formado em Sistemas para Internet, especialista em Gestão de Tecnologia da Informação e Coordenador do Núcleo de Inclusão Digital (NID) da ONG Movimento Pró-Criança, em Recife. Nosso convidado percebe a tecnologia como um meio transformador para que os jovens possam alcançar tudo aquilo que almejam na vida. Além de tratarmos do assunto da exclusão e da inclusão digital, falamos sobre as ações do Núcleo na promoção de cidadania e do fomento do empreendedorismo social, sem deixar de lado o papel de responsabilidade socio-ambiental.

Esperamos que possam curtir a nossa conversa!

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Oscar & Inclusão

por Beatriz Terra e Victória Régia

O Oscar é conhecido mundialmente como a premiação mais importante do cinema e é realizado pela Academia de Cinema de Hollywood. O evento acontece uma vez por ano e reúne as celebridades deste mundo e principalmente toda a equipe por trás das produções. As produções lançadas em um determinado período, passam por um difícil julgamento e são separadas em categorias para receberem a devida premiação.

O que chamou atenção no evento deste ano foi a indicação de três produções que  se destacavam por incluir o tema da inclusão de pessoas com deficiência em papéis centrais para a inclusão. Foram elas: O Som do Silêncio, Crip Camp e Feeling Through.

  • O SOM DO SILÊNCIO

Disponível no streaming da Amazon Prime, o Prime Video, O Som do Silêncio, ou The Sound of Metal, além da categoria de Melhor Filme, recebeu mais 5 indicações. Dentre elas, a de Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e levou os prêmios de Melhor Som e Melhor Edição (MIRANDA, 2021). 

Essas indicações foram totalmente merecidas, pois além de possuir uma linda fotografia, o filme é uma grande experiência, pois o trabalho do diretor procura trazer sensações para que você se sinta como se estivesse no filme. 

A produção conta a história de Ruben, um jovem baterista de heavy metal que possui uma banda com a sua namorada Louise. Devido às incontáveis exposições aos sons muito agudos, Ruben passa a perder rapidamente a audição, e indo ao médico descobre que possui apenas 28% do total. 

A partir daí, você começa a sentir que vive junto ao protagonista e sentir o que ele sente, tendo as mesmas experiências. Essa produção destaca a comunidade de deficientes auditivos e mudos e a linguagem de sinais, trazendo uma linda mensagem de paz ao final do filme. Como essa mensagem é passada, nós não vamos contar!! Se você se interessou por essa produção, você pode assistir ao trailer AQUI!

Trailer de O Som do Silêncio (Prime Video)
  • CRIP CAMP: REVOLUÇÃO PELA INCLUSÃO 

O filme acumulou nove indicações ao Oscar em 2021 e foi dirigido por Nicole Newnham e Jim LeBrecht. Crip Camp é um daqueles filmes que você não pode deixar de ver, pois é um belo “soco no estômago” num sentido muito positivo. Acho que vocês percebem o quanto a temática de tirar o preconceito e os estigmas que a sociedade coloca para as pessoas, mas é a grande sacada do filme. Nesse acampamento ninguém era visto ou tratado de forma diferente, cada um tinha a sua singularidade e era ajudado por jovens que iam trabalhar de forma voluntária no acampamento. 

É nesse filme que vai mostrar o quanto esse acampamento teve uma luta significativa e essencial para que os direitos de pessoas com deficiência fossem adquiridos, como dito por um dos diretores do filme “este acampamento mudou o mundo e ninguém conhece a história.”. Fica a chamada para vocês… que tal conhecer a história que mudou o mundo? O documentário está disponível no streaming da Netflix, mas você pode assistir ao trailer AQUI

Trailer de Crip Camp: Revolução pela inclusão (Netflix)
  • FEELING THROUGH

O curta-metragem indicado ao Melhor Curta de Ação ao Vivo do Oscar de 2021 foi lançado em 2019 e dirigido por Doug Roland. O diretor é conhecido por ser um profissional que impacta socialmente contando histórias de indivíduos e comunidades sub-representadas e que não recebem tanta atenção (LINKEDIN). 

O curta ainda possui como produtora executiva, Marlee Matlin, uma atriz surda, a única a ganhar o Oscar para melhor atriz como protagonista em “Children of a Lesser God” (SAMPAIO, 2017).

O curta do gênero de drama conta a história de Tareek e Artie. Tareek é um jovem morador de rua que se encontra com Artie de madrugada pelas ruas. O jovem Tareek percebeu que Artie é surdo e cego e que precisa de ajuda para atravessar a rua. Porém, Artie acaba precisando de ajuda para chegar até um ponto de ônibus e a partir daí, Tareek resolve ajudá-lo. 

Durante as necessidades de Artie, ele e Tareek vão criando um carinho um pelo outro que surge através da empatia, educação e respeito de um pelo outro. Entretanto, em uma ida à uma loja de bebidas, Tareek precisando de dinheiro, acaba furtando um pouco de dinheiro de Artie. O desfecho dessa história, nós vamos deixar para que vocês descubram sozinhos! Para assistir ao curta, basta clicar AQUI!

Curta-metragem Feeling Through (Youtube)
  • REGRAS DE INCLUSÃO NO OSCAR

No ano de 2020, a academia anunciou novas regras para aumentar a diversidade nas produções indicadas ao prêmio de melhor filme. Essas regras surgiram com influência das regras criadas pelos prêmios BAFTA do Reino Unido.

Assim, foi determinado que a partir do ano de 2024, todas as produções que tiverem a intenção de participar das indicações, deverão cumprir com novos critérios (Diário de Pernambuco, 2020).

  1. O protagonista deve ser de representante de um grupo normalmente não representado, “ou que 30% dos papéis secundários sejam distribuídos entre minorias, ou que se abordem os problemas que rodeiam estas comunidades como tema principal da obra.” 
  2. As principais funções dos bastidores devem ser ocupadas por profissionais que “façam parte de grupos historicamente desfavorecidos, entre os quais também estão incluídas as mulheres, as comunidades LGBTQ e pessoas com deficiências.”
  3. Devem ser ofertadas vagas de estágios e cursos de capacitação para “grupos subrepresentados”.
  4. Deve ser garantida a diversidade nos profissionais que fazem parte da comercialização e distribuição.

As obras, no entanto, que forem concorrer ao prêmio de melhor filme nos anos de 2022 e 2023, não precisam estar de acordo com essas novas regras, mas precisam apresentar “dados confidenciais sobre diversidade” para a Academia. Felizmente, mesmo que seja aos poucos, as instituições vêm mudando o olhar para as pessoas que eram marginalizadas e submetidas a estigmas, nessa perspectiva é sempre necessário trazer um novo olhar e realmente buscar mudanças para que a sociedade consiga ser mais igualitária no acesso a seus direitos, pois todos somos um só povo e devemos  ter as mesmas oportunidades. 

Esperamos que você tenha a oportunidade de assistir a todas essas produções. E se tiver assistido, não deixe de colocar aqui nos comentários o que você achou!💙💙 

REFERÊNCIAS

Oscar 2021 tem três filmes sobre pessoas com deficiência; cineastas apontam avanço em Hollywood | Oscar 2021 | G1 (globo.com)

Oscar irá impor regra de inclusão para premiação de melhor filme | Viver: Diario de Pernambuco

Sound of metal: filme sobre baterista de metal é indicado ao Oscar (igormiranda.com.br)

https://acontecimentosdodiablog.wordpress.com/2017/08/24/24-de-agosto-paulo-coelho-e-taquarana-al-2017/

Doug Roland – Creator/Filmmaker – Feeling Through | LinkedIn

https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2020/12/04/crip-camp-como-grupo-de-jovens-na-era-woodstock-mudou-a-inclusao-social.htm

Arquitetura, Uncategorized

Sessão Arquitetura Acessível: A Influência de Ambientes no Dia a Dia de Autistas

Há muito tempo existem diversos estudos sobre a influência que cores e espaços têm sobre os humanos. Mas através da pandemia, conforme passamos mais tempo em casa, temos a certeza do quanto isso é verdade.

Na arquitetura e urbanismo e no design de interiores sempre foi preciso que se pensasse no desenho para o cliente em específico. Isso se dá porque o ambiente precisa servir ao usuário sem que este não precise se adaptar a ele.

Este assunto está muito ligado principalmente ao Desenho Universal, assunto da nossa última Sessão de Arquitetura Acessível, se você não viu, clica AQUI! Então a partir disso, já é sabido que ambiente direcionado às crianças precisa ser projetado com tamanhos ideais para crianças e espaço para adultos, com tamanhos ideais para adultos. Mas além disso, as cores precisam ser escolhidas de acordo com as intenções de cada espaço. 

Portanto, esses aspectos devem ser considerados também, com ainda mais estudos, em ambientes para pessoas que possuem algum transtorno, como é o exemplo do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

CONTEXTUALIZAÇÃO – TRANSTORNO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Acredita-se que o transtorno representa um conjunto de síndromes. Essas síndromes afetam diretamente na comunicação e em suas habilidades (GAUDERER, 1993) e se manifestam de diferentes formas: podem falar sozinhas por muito tempo e não manter nenhum diálogo; podem ser insensíveis à dor; cinco sentidos muito aguçados; e entre outros sinais (MORAIS, 2012). É importante frisar, no entanto, que estes sinais não se manifestam obrigatoriamente em todos os autistas.

Já falamos no instagram do Busca Especial sobre a importância do diagnóstico precoce do TEA. Se você ainda não viu, por favor, clique AQUI!  E se ainda não segue a gente, aproveita e já siga! 😉

Através do diagnóstico precoce, os tratamentos podem ter resultados mais positivos e ajudar no desenvolvimento da criança. A escola também tem um grande papel no desenvolvimento da criança e não é diferente para com as crianças autistas. Entretanto, são poucas as escolas que se encontram preparadas atualmente para receber adequadamente este público.

Como mencionado anteriormente, devido aos 5 sentidos aguçados, é necessário que os ambientes sejam projetados considerando maneiras que venham a ajudar no dia a dia dos autistas. E se você sente que o seu lar está precisando ser adaptado, ao fim deste artigo separamos algumas dicas que podem ser colocadas em prática para melhorar o desenvolvimento do autista dentro de casa.

  • ACÚSTICA IDEAL

Para que a audição seja protegida, é preciso que a acústica dos ambientes sejam tratadas com atenção visando o mínimo de ruídos internos, externos, eco e reverberação (VERGARA, TRONCOSO, RODRIGUES, 2018).

Os materiais mais indicados para isolamento acústico interno são a madeira, cortiças e pisos emborrachados. Para o isolamento acústico externo, recomenda-se “o uso de paredes em alvenaria com uso de argamassa termoacústica ou divisórias duplas, com preenchimento interno para o isolamento acústico (LAUREANO, 2017).” (NAYADE, 2020).

  • ILUMINAÇÃO IDEAL

Os tipos de iluminação mais adequados para quem possui hipersensibilidade à luz são as lâmpadas halógenas, incandescentes e de LED, além da iluminação natural, é claro.

  • CONFORTO TÉRMICO IDEAL

É preciso priorizar a ventilação natural da edificação, entretanto, caso isso não seja possível, existe a possibilidade de se resolver com a ventilação artificial, entretanto o mais indicado seria o uso de eletrônico silencioso, como o ar condicionado.

  • DECORAÇÃO IDEAL

A posição dos móveis nos ambientes precisa estar de uma forma que não funcione como obstáculo e que possa permitir a movimentação do autista de forma independente. Conforme dito anteriormente, cada ambiente possui uma função e objetivo, e cada um deve ser decorado de forma a atingir este objetivo. 

Em conjunto com os móveis, as cores também possuem um papel muito importante na decoração. De acordo com o projeto, os ambientes podem acabar trazendo sensações para os usuários. Essas sensações variam de estresse à calmaria, felicidade, tristeza e a intenção é que os ambientes projetados para autistas sejam o mais calmo e simples possíveis.

As cores a serem evitadas de forma excessiva são as cores consideradas mais vibrantes e estimulantes (EVONLINE, 2015), como: vermelho, amarelo e laranja.

DICAS DE ADAPTAÇÃO

É importante saber que um Terapeuta Ocupacional especializado em Integração Sensorial vai poder te ajudar analisando o espaço que você já possui para que ele possa ser adaptado da melhor forma a partir da análise do que mais incomoda o paciente. Porém, vamos pontuar algumas medidas simples que podem ser tomadas, encontradas no blog Inspirados pelo Autismo, além das já mencionadas, e que já podem ajudar significativamente.

  1. Simplifique: os autistas são facilmente distraídos, portanto é importante que os estímulos sejam simplificados, limite a quantidade de sons, cheiros, texturas e sensações; em um ambiente em que ele(a) passe a maior parte do tempo, considere setorizar as áreas em que se deseja passar cada tipo de sensação.
  1. Paredes Limpas: evite usar quadros ou cartazes que não estejam atrelados às atividades que serão realizadas; prateleiras podem ajudar muito a armazenar objetos, e assim se pode ter um ambiente mais livre, sem obstáculos; 
  1. Móveis Úteis e Duradouros: é importante que se mantenha no quarto apenas o que for funcional e caso exista algum espaço a ser preenchido, este pode ser usado para abrigar equipamentos que venham a ajudar no desenvolvimento do autista, como: bolas de fisioterapia, rede ou balanço, mesa para atividades e interação.
  1. Espelhos: o espelho pode ser um grande aliado no desenvolvimento, este permite que o autista tenha maior consciência corporal; é importante observar a reação dele em relação ao objeto.
  1. Quadros de Rotina: com a visão clara do que será feito no dia ou na semana, a pessoa pode se sentir mais segura com a atividade que está por vir; considere representar as atividades com fotos ou desenhos, além da escrita.

Por mais que nesses tempos de pandemia e quarentena todos nós tivemos que nos adaptar, é importante frisar que nenhuma dessas adaptações substituem o tratamento e as terapias das quais a pessoa que possui TEA necessita. Por isso, é importante não suspender as terapias, mas procurar fazê-las de maneira mais segura e com constância, mesmo que à distância.

E essa foi mais uma Sessão Arquitetura Acessível do Busca Especial!

Agradecemos que você nos tenha acompanhado até aqui e esperamos que tenha gostado e que tenha ajudado! Se você conhece alguém que goste do assunto ou que este artigo possa vir a ajudar, compartilhe! 😀

*Para ajudar na elaboração deste artigo, foi utilizado o trabalho de conclusão de curso de Arquitetura e Urbanismo de Brunna Nayade que teve como tema um Anteprojeto Arquitetônico de Creche Pública Inclusiva para Crianças com Transtorno do Espectro Austista, em Boa Viagem, Recife/PE.