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Terapia em grupo: como funciona?

Psicoterapia de grupo é uma terapia que envolve três indivíduos ou mais, mediada por um ou dois psicólogos. Nessa modalidade, as pessoas são atendidas ao mesmo tempo em sessões mais longas que as individuais, onde o grupo pode ter uma temática central e semelhanças entre os indivíduos.

De acordo com Bechelli e Santos (2004), estima-se que a psicoterapia em grupo surgiu em julho de 1905 em Boston, onde Joseph H. Pratt era clínico geral no ambulatório do Massachussetts General Hospital. Ele iniciou um programa de assistência a doentes de tuberculose, impossibilitados de arcar com os custos de internação, se reuniam uma vez por semana, em grupos de 15 a 20 pessoas. Além de oferecer cuidados clínicos, existia uma assistência psicológica no enfrentamento da doença. Anos depois, os métodos de Pratt foram se difundindo por diversas regiões dos Estados Unidos. As reuniões ofereciam apoio, instruções e aconselhamento para pessoas com problemas, sintomas e doenças semelhantes. Durante o processo, o compartilhamento de experiências teve muitos resultados positivos.

Na pesquisa de Souza (2012), na cidade de São Paulo, os psicólogos afirmaram que as psicoterapias em grupo tinham muita eficácia e deveriam ser mais utilizadas, tendo em vista que o compartilhamento em grupo proporciona reflexões e uma construção junto a outros participantes. Além disso, relatam que no grupo, cada um percebe de um jeito, ampliando a consciência e a possibilidade de cada um encontrar novas formas de lidar com determinada situação. Um detalhe importante é sobre as recomendações, duas das psicólogas definiram critérios nos trabalhos com grupo, onde não há indicação para todos os casos como crises, pânico, depressão da moderada para grave, dentre outros.

No Hospital Santa Mônica, a gestora Natalie Souza nos explica o funcionamento da  terapia em grupo:

  • O profissional inicia com uma breve explicação de conteúdo e depois oferece espaço para expor sentimentos e vivências. 
  • No hospital, as terapias em grupo são brevemente organizadas de acordo com o perfil de cada pessoa. 
  • Benefícios: troca de experiências, relações interpessoais, a chance de ser ouvido. 

Natalie ainda comenta que no processo de reabilitação, os pacientes se mostram muito à vontade durante as sessões. Mesmo que não falem sempre, o processo de ouvir pessoas com questões semelhantes contribui no aumento de autoconfiança e força em sua superação. No grupo, eles também recebem feedbacks e interações de outras pessoas, apresentando novas indagações.

Como vimos, a psicoterapia de grupo apresenta resultados favoráveis no tratamento, a troca de experiências pode ajudar muito e ser abrangente frente a tantas questões na atualidade. Nesse vídeo podemos entender um pouquinho mais, ouvindo pessoas e suas experiências.

Vídeo do Youtube – Grupo Comunitário de Saúde Mental

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Referências: 

BECHELLI, Luiz Paulo de C.; SANTOS, Manoel Antônio dos. Psicoterapia de grupo: como surgiu e evoluiu. Revista Latino-Americana de Enfermagem, [S.L.], v. 12, n. 2, p. 242-249, abr. 2004. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0104-11692004000200014.

SOUZA, Camila André de. Psicoterapia de grupo em uma abordagem fenomenológico-existencial: um estudo exploratório. Psicologia.PT: o portal dos psicólogos, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 0-0, jun. 2012.

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