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A Importância do Ócio na Rotina

A perspectiva do ócio carrega a ideia de que o uso do tempo demonstra a construção de si. O ócio promoverá a ideia de conhecimento próprio, de quanto “se desligar” é eficiente e produtivo. Contemplar uma pequena árvore todos os dias pode trazer a sensação de repetição de uma mesma imagem. Contudo, em 10 anos a árvore será maior, o crescimento dela foi acompanhado de perto de uma maneira tão simples. Num dia a viu um broto, no outro apanhou frutos. Uma simples árvore pode promover pensar em novas perspectivas, em mutação, ou pode não acontecer nada. Mas essas perspectivas só podem ser comprovadas com a contemplação, a observação e a significação.

Ao pesquisar no Google sobre ócio, é muito fácil aparecer o sociólogo De Masi, com seu livro Ócio Criativo, propondo a ideia de que mesmo em ideia de ‘pausa’ podemos ser criativos. No livro, De Masi colabora com a ideia de que ócio é tão necessário quanto às tarefas.

Ainda que se manifeste em categorias diferentes. Posso viver o ócio precaricando, roubando, violentando, entediando ou explorando. Ou posso vivê-lo com vantagens para mim e para os outros, fazendo com que eu e os outros sejamos felizes, sem prejudicar ninguém. Neste caso, e só neste caso, atinjo a plenitude do conhecimento e da qualidade de vida.

(DE MASI, 2000, p. 230)

Então como entender a sua necessidade de ócio atualmente? Acredito que para isso você deva questionar como está o uso do seu tempo e como isso afeta na sua vida, as tarefas sempre existirão. Por isso, separei algumas dicas pessoais, para entender o tempo, o ócio e as tarefas.

Dicas para fazer tarefas e aproveitar o processo:

  • Entender o seu tempo: saber o que precisa ser feito e usar o tempo da melhor forma;
  • Saber que descansar não é recompensa por uma série de tarefas;
  • Entender o que te motiva e fazer bom uso disso;
  • Gostar do que faz (eu sei que nem sempre é fácil, mas estou torcendo por você);
  • Se planejar: anotando suas tarefas e os prazos;
  • Não se cobrar tanto! Muitas vezes estamos tão sobrecarregados que não conseguimos atingir certo padrão desejado, e o que mais estávamos precisando era de ócio;
  • Técnica Pomodoro (não faz parte do ócio).

Fonte: Passei direto

Lazer e Afazer

Diante de uma série de demandas, entender o que é ócio fica um tanto difícil. Sêneca propõe que o ócio parte da contemplação, do respiro interior que é tão necessário. A necessidade de ficar parado, quieto e em silêncio é tão necessária quanto à de produzir tarefas. O que Sêneca aborda é a necessidade do todo, do ócio e da produtividade, que juntos são prazerosos, mas que separados podem trazer muita insatisfação e que é importante ter equilíbrio, e não excessos. Toda fase é importante e necessária para a vida.

Atualmente, a sociedade de modo geral pode demandar uma série de tarefas, e pode ser válido questionar onde o ócio está nessa vida tão agitada. O ócio é relevante desde o período antes de Cristo, mas se pensarmos na história, não entendemos bem do que se trata. Após a revolução industrial, onde a sobrecarga era tanta que já não se sabia o que era descansar, surge a possibilidade de ‘folga’ e muita gente nem entendia do que se tratava ou o que fazer com esse tempo livre. Você acha que isso permeia nos dias de hoje?

 O que você faz com seu tempo livre?

Referências
SÊNECA. Sobre o ócio. São Paulo: Montecristo, 62. (ISBN: 978-1-61965-183-8- Edição Digital). Tradução de: Alexandre Pires Vieira. Disponível em: https://ler.amazon.com.br/.

DE MASI, D. O ócio criativo. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.

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