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Combater o Bullying Salva Vidas #ÉDAMINHACONTA

Você sabia que o dia 7 de abril é o dia nacional do combate ao bullying e a violência na escola? A lei foi sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff no dia 29 de abril de 2016. Antes disso, o projeto de Lei que deu origem à norma foi aprovado simbolicamente pela câmara de deputados no dia 7 de abril de 2016, exatamente cinco anos depois do massacre de Realengo.

A escola não é um ambiente fácil. Muitas crianças e jovens com criações e costumes diferentes compartilham o dia a dia, de início com uma única coisa em comum: o conhecimento. Mesmo com tantas diferenças expostas, afinidades são construídas, grupos são formados, e o diferente que não se encaixa nos padrões tende a ficar de fora e acaba muitas vezes sendo tratado como uma peça de lego defeituosa que não se encaixa nas demais.

A palavra bullying, em inglês, é um substantivo derivado do verbo bully, que significa “machucar ou ameaçar alguém mais fraco para forçá-lo a fazer algo que não quer”. No Brasil, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa indica a palavra “bulir” como equivalente a “mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros”

•Entendendo o que é bullying:

O bullying é uma violência silenciosa e quieta, mas nunca sem intenção de ferir. Mascarada muitas vezes por um tom de brincadeira, o bullying atinge a vítima de forma avassaladora, causando medo, pânico, danos físicos e psicológicos à vítima.


Na era virtual, o bullying não acontece só no ambiente escolar, e, a violência é levada às redes sociais, onde outras pessoas, pessoas essas que por sua vez não tem contato com a vítima, mas por achar a situação engraçada acaba compactuando com os agressores, levando a violência à um nível maior e mais difícil de ser controlado

•Como prevenir o bullying nas escolas:

  • Incentivando a diversidade
  • Com empoderamento dos alunos
  • Respeitando as diferenças
  • Através de debates e campanhas de conscientização

A solidariedade, a diversidade, o comportamento ético e o respeito devem ser estimulados sendo temas de trabalhos em grupo e exercícios. Os educadores devem incentivar a empatia em toda e qualquer tarefa e o ambiente deve favorecer a comunicação entre todos os alunos. Também é importante que a escola crie campanhas que incentivem a denúncia e proponha encontros para discutir assuntos como: desrespeito, agressão e bullying.

Cyberbullying

Na internet, o jovem agressor pode ganhar anonimato e uma grande plateia e por isso se sente mais forte. De qualquer maneira, proibir o uso da internet na escola não é uma solução, pois os atos ainda podem ser praticados fora dela.

É importante conscientizar os alunos e orientá-los quanto aos bons e maus usos da internet, sugerir atividades educativas na rede e mostrar as possíveis consequências de práticas perigosas. Bate-papos descontraídos sobre as relações interpessoais na rede, com conselhos e direcionamentos para casos de implicância de colegas também são uma alternativa.

•Como identificar os casos de agressões 

No contexto escolar, esta prática pode ser definida como uma sequência de agressões intencionais:

Agressões físicas ou verbais realizadas por um ou mais alunos contra um colega. Diferentemente de um conflito isolado, o bullying é repetitivo e carrega a possibilidade de danos psicológicos em sua atuação. Mesmo uma fofoca de mal gosto pode tornar-se bullying.

•Identifique o agressor:

•Comportamento provocador
•Impressão de autoconfiança
•Pode ter popularidade entre os colegas
•Às vezes, sua relação familiar é pouco afetiva ou apresenta uma rotina de constante pressão para a realização de atividades, seja na escola ou em casa.

•Identifique a vítima:

•Costumam ser tímidas e menos confiantes.
•Carregam características consideradas distintas pelos demais, sejam estas: Diferenças físicas,nomes incomuns.
•Comportamento diferenciado ou quaisquer outras condições.

•O trabalho da escola no combate ao bullying:

A coordenação e o corpo docente devem estar atentos aos menores sinais, a fim de evitar situações de agressão. Para identificar alunos que possam sofrer este tipo de abuso, pode-se observar a recusa em ir à escola e repentinas demonstrações de irritação, baixa autoestima, pouca socialização com os colegas, medo e vergonha excessivos, queda no rendimento escolar e alterações do sono ou apetite.

Campanha de Conscientização

Em 7 de abril de 2019, Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, a SaferNet e a UNICEF lançaram uma campanha de conscientização pelo combate ao bullying focada em jovens e adolescentes. “Acabar com o bullying #édaminhaconta” foi desenvolvida em parceria com Facebook e Instagram. A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a prática de bullying e a violência nas escolas. E também no ambiente virtual.



Calar-se em situações de violência é compactuar com o que está sendo praticado. A campanha da SaferNet e da UNICEF tentam despertar a empatia para que o bullying não passe despercebido e mostra que é necessário sim interferir e que essa interferência salva vidas.

O bullying é muito comum durante a infância e a adolescência, é necessário que haja comprometimento das escolas no combate a essa violência. A instituição precisa envolver os alunos em debates sobre diversidade e aceitação, os pais precisam ser acolhidos para estarem a par do engajamento da escola no combate e prevenção, tanto para que possam identificar algum sinal de que o filho está sofrendo ou praticando. O papel dos pais nessa luta é tão fundamental quanto o da escola, uma vez que muitos pais podem entender a prática como uma brincadeira de criança, ou uma bobagem. O bullying é uma forma real de violência e com as redes sociais ele se faz cada vez mais presente na vida dos jovens, o combate precisa ser feito, mas não só hoje e sim todos os dias.

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